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Como é o modelo de segurança Zero Trust e por que a sua empresa precisa de um

No atual contexto de segurança cibernética, marcado por ameaças que evoluem rapidamente, a teoria de Zero Trust se destaca como uma resposta estratégica essencial. Este modelo, que subverte a noção tradicional de confiança inata dentro da infraestrutura de rede de uma organização, sugere que nada seja considerado confiável por padrão, seja dentro ou fora da rede. 

Leandro Ribeiro, Gerente de Segurança da Informação no Hospital Sírio-Libanês e convidado do 17º episódio do podcast Itshow, reforça essa abordagem, destacando a necessidade de uma nova postura em relação à segurança da informação: “Eu acho que as empresas têm que fazer um investimento forte na parte da educação dos funcionários, ou seja, promover semanas de segurança da informação.”

Embora o Zero Trust não seja um conceito recém-chegado no cenário de TI, seu papel tem se tornado cada vez mais proeminente, particularmente em um mundo que ainda se ajusta às realidades pós-pandemia. Como Ribeiro observa, “o conceito do Zero Trust não é novo. O Forrester fundou esse conceito lá em 2010, então a gente está falando de 13 anos, mas é uma coisa que agora, por tudo que a gente está passando nesse período pós-pandemia, é muito importante o pessoal ter essa ciência.” 

Diante dessa realidade, é importante permanecer vigilantes e proativos em relação a essas questões de segurança. A cibersegurança tornou-se um elemento crítico de qualquer estratégia de negócios, obrigando os líderes a questionar se estão fazendo o suficiente para proteger os ativos digitais e intelectuais de suas organizações e se estão equipados com um plano de ação efetivo para lidar com as inevitáveis ameaças cibernéticas.

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Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

O que é o modelo Zero Trust

À medida que as táticas de hackers se tornam cada vez mais avançadas e o número de usuários móveis acessando redes corporativas de diversos locais aumenta, as organizações estão se voltando para o modelo de segurança Zero Trust como um novo paradigma. 

Originado em 2010 pela mão de John Kindervarg, então vice-presidente e analista principal da Forrester Research, o Zero Trust opera sob a premissa de que a confiança inerente aos antigos protocolos de segurança de rede é obsoleta, e que qualquer usuário dentro da rede pode ser um potencial risco.

O princípio fundamental do Zero Trust é a necessidade de autenticação rigorosa, tanto de usuários quanto de dispositivos, em toda a extensão da rede, não se restringindo apenas ao seu perímetro. Este conceito implica em um modelo de segurança estratificado, que se apoia fortemente em autenticação e criptografia para intensificar a segurança. 

A implementação do Zero Trust Network Access (ZTNA), uma terminologia criada pelo Gartner e igualmente conhecida como perímetro definido por software (SDP), proporciona um meio de assegurar o acesso remoto a aplicativos internos sem conceder aos usuários a conectividade total à rede, mas sim a recursos específicos. 

Isso não só limita o potencial de danos que hackers e malwares podem causar, como também aumenta a visibilidade de atividades suspeitas, facilitando a detecção de tentativas de acesso não autorizado ou transferências de dados volumosas.

Ouça agora o 17º episódio do podcast Itshow disponível no Spotify!

Benefícios do modelo de segurança Zero Trust

Ocultação de aplicativos na internet

O conceito Zero Trust estabelece uma espécie de darknet virtual, que torna os aplicativos corporativos invisíveis na internet pública, protegendo-os contra ataques de malware e DDoS.

Melhoria na experiência do usuário

O Zero Trust proporciona um acesso seguro, rápido e contínuo à nuvem, melhorando significativamente a experiência de usuários remotos ao acessar aplicativos SaaS corporativos.

Visibilidade aprimorada

A implementação do Zero Trust permite um monitoramento abrangente, concedendo visibilidade completa sobre as entidades que acessam a rede, assim como os detalhes de cada tentativa de acesso, e destacando comportamentos suspeitos ou conflitos de Segregação de Tarefas (SoD).

Microssegmentação de rede

A segurança Zero Trust viabiliza a criação de microssegmentos dentro da rede corporativa, estabelecendo perímetros definidos por software que impedem a movimentação lateral de ameaças e diminuem a área exposta a ataques.

Proteção de acesso a aplicativos legados

O conceito Zero Trust também se aplica a aplicativos antigos situados em data centers privados, assegurando uma conectividade segura e estendendo a proteção de nível similar à encontrada em aplicativos modernos baseados na web.

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Por que a sua empresa precisa do Zero Trust Network Access

A implementação do Zero Trust Network Access oferece uma síntese ideal de segurança robusta e facilidade de uso. As soluções ZTNA são projetadas para frustrar os esforços dos invasores que miram em credenciais de usuários com a intenção de ganhar e explorar acesso irrestrito à rede. 

Ao mesmo tempo, os usuários legítimos desfrutam de um ambiente de segurança homogêneo e eficiente, que se mantém constante seja qual for a sua localização, o dispositivo utilizado ou a localização de seus aplicativos – sejam eles hospedados localmente ou baseados na nuvem.

Este nível de flexibilidade se alinha perfeitamente com as exigências impostas pela transformação digital, que tem introduzido variados modelos de trabalho, como o presencial, o remoto e o híbrido, impulsionando as empresas a investir em soluções tecnológicas diversas que nem sempre são integradas. 

Como consequência, as equipes de TI vêm consumindo mais tempo em operações manuais devido à falta de insights necessários para mitigar as vulnerabilidades de segurança cibernética dentro de suas organizações. 

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Modelo de segurança Zero Trust Network Access

Nesse cenário, o Zero Trust surge como uma resposta abrangente, proporcionando às empresas uma proteção adaptável e contínua para seus usuários, dados e ativos, e capacitando-as na gestão proativa de ameaças. 

Essa abordagem de segurança, que opera sob o princípio de “nunca confiar, sempre verificar”, é projetada para resguardar cada usuário e transação, enquanto permite que as equipes de TI apliquem políticas de segurança de forma consistente e respondam a ameaças com mais rapidez e precisão.

O futuro da arquitetura Zero Trust

O Zero Trust Network Access (ZTNA) emerge como uma solução de segurança de vanguarda, sobretudo com o relatório do Gartner, “The Future of Network Security Is in the Cloud“, apontando que até 80% das novas aplicações de negócios digitais serão acessadas por meio de ZTNA. 

Além disso, prevê-se que 60% das empresas abolirão a maior parte de suas VPNs de acesso remoto em favor do ZTNA, evidenciando a transição para uma arquitetura que prioriza a nuvem e as soluções baseadas em software. 

Esta transformação reflete a necessidade das organizações de permitirem o acesso remoto seguro sem depender dos métodos tradicionais, garantindo que apenas usuários autorizados possam acessar as aplicações necessárias.

O Zero Trust evoluiu além de sua origem como uma simples estrutura de arquitetura de rede para tornar-se um conceito amplamente aceito em toda a indústria de segurança cibernética. 

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Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Sua aplicação estende-se para além das áreas mais conhecidas de acesso à rede (ZTNA), abrangendo também a segurança de cargas de trabalho, a gestão de usuários, a automação e a segurança em dispositivos. A adoção do modelo Zero Trust é uma mudança permanente no panorama da segurança cibernética que demanda uma mentalidade inovadora e uma estratégia de segurança que coloca a nuvem como um pilar central.

Enfrentando os desafios impostos pela dinâmica de trabalho remoto e pelos ambientes baseados na nuvem, as arquiteturas de segurança tradicionais estão sendo questionadas em sua eficácia. 

Em resposta a isso, as soluções baseadas no Zero Trust estão se desenvolvendo para serem mais adaptáveis aos novos desafios de segurança. Ao adotar uma política de “negar por padrão”, a Zero Trust exige uma verificação rigorosa de todos os usuários e dispositivos que solicitam acesso, garantindo que as permissões sejam concedidas de forma criteriosa.

As novas soluções de segurança Zero Trust na nuvem destacam-se por sua capacidade de escala e por prover acesso seguro não à rede em si, mas diretamente às aplicações, resguardando dados e aplicações de acessos não autorizados e abusos. Integrando-se com os serviços de segurança existentes, as funcionalidades do Zero Trust oferecem uma defesa robusta contra um cenário de ameaças que está sempre em transformação.

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Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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