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quinta-feira, junho 20, 2024
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Gerenciamento e governança de APIs: moldando o futuro das organizações de TI

Introdução

No mundo digital acelerado de hoje, a governança de APIs está se tornando cada vez mais vital para as operações eficientes e eficazes das organizações de TI. As APIs, ou Interfaces de Programação de Aplicações, são os elementos de conexão essenciais que permitem que diferentes sistemas de software interajam entre si. Em muitos aspectos, as APIs estão moldando o futuro da indústria de TI, tornando o gerenciamento dessas ferramentas um tópico crucial a ser discutido.

Para falar sobre este tema importante, Thoran Rodrigues, fundador e CEO da BigDataCorp, uma das empresas líderes em análise de dados, foi o convidado do último episódio do podcast Itshow. Com uma vasta experiência no setor de TI e uma profunda compreensão das dinâmicas de dados e APIs, Thoran compartilhou sua visão sobre a governança de APIs e a forma como ela está impulsionando a transformação dentro das organizações de TI.

Infraestrutura de TI para representar a Governança de APIs.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

O que são APIs?

APIs ou Interfaces de Programação de Aplicações, são ferramentas cruciais que funcionam como conectores entre diferentes sistemas ou partes de um sistema. Elas permitem a interação e troca de informações de forma eficiente e segura. Elas são os pilares de várias operações, desde a simplificação de processos até o fornecimento de funcionalidades mais complexas.

Qual a importância da governança de APIs?

A governança de APIs surge, então, como um componente essencial na gestão de TI. Ela engloba não apenas a documentação técnica, mas também a criação de um catálogo centralizado e a compreensão da topologia das APIs, permitindo uma visão clara de suas funcionalidades e interações. 

Esse entendimento profundo evita armadilhas comuns, como a dependência de sistemas críticos em APIs não documentadas ou obsoletas. Além disso, esse gerenciamento inclui a gestão cuidadosa de mudanças e a preparação para contingências, garantindo que as APIs possam lidar com grandes volumes de chamadas simultâneas e possíveis falhas sem comprometer a operação do sistema. Assim, a importância da gestão de APIs reside em sua capacidade de assegurar a eficiência e a resiliência dos sistemas em meio à constante evolução da tecnologia.

Como funciona o gerenciamento de APIs?

O gerenciamento de APIs na prática envolve a manutenção do equilíbrio entre o avanço tecnológico e a preservação do legado existente. Líderes de TI devem aceitar e entender que a mudança é inevitável e as novas implementações se tornarão legadas com o tempo. Essa aceitação leva à gerência efetiva das APIs, indo além da simples documentação técnica e envolvendo a criação de um catálogo de APIs, compreensão de sua topologia, gerenciamento cuidadoso de mudanças, e preparação para situações problemáticas. 

Banner do podcast sobre Governança de APIs.
Gerenciamento e governança de APIs: moldando o futuro das organizações de TI 7

Quer entender mais sobre Governança de APIs? Ouça o episódio completo no Spotify! 

Diferença entre microsserviços e APIs

Embora os microsserviços e as APIs estejam relacionados à arquitetura de sistemas, é importante entender a diferença entre eles. Os microsserviços são uma abordagem arquitetônica que divide um sistema em componentes independentes e autônomos, cada um responsável por uma função específica. Por outro lado, as APIs são as interfaces que permitem a comunicação e interação entre diferentes sistemas ou componentes, incluindo os microsserviços. 

Diversos computadores para representar a Governança de APIs.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

A integração de segurança robusta e padronização 

A segurança robusta e a padronização são aspectos fundamentais para prevenir falhas e incompatibilidades potenciais. Esses componentes garantem a eficiência operacional em um ambiente tecnológico em constante evolução, onde a convivência entre o novo e o legado é inevitável.

Segurança da API

A segurança da API muitas vezes se torna um ponto cego nas organizações de TI, principalmente devido à falta de compreensão sobre sua importância estratégica. Isso é agravado pela crescente dependência de interfaces de API, que se tornam alvos atraentes para invasores, resultando em violações de dados e ataques cibernéticos.

Os riscos associados à segurança da API são variados e podem incluir desde injeções de código, que ocorrem quando invasores injetam código malicioso através da API, até vazamento de informações, onde dados sensíveis são inadvertidamente expostos.

Para contrapor essas ameaças, é essencial implementar medidas de segurança robustas, que incluem a utilização de protocolos de autenticação sólidos, como OAuth 2 ou OpenID Connect, e a utilização de técnicas como limitação de taxa para prevenir ataques de força bruta.

OAuth 2 é um protocolo que permite o compartilhamento seguro de recursos entre aplicativos, sem a necessidade de compartilhar credenciais (como nome de usuário e senha), enquanto, o OpenID Connect é uma extensão do OAuth 2 que adiciona recursos de autenticação, o que permite que um usuário faça login em um aplicativo de terceiros usando suas credenciais de outro serviço, um processo conhecido como autenticação federada ou single sign-on (SSO).

Padronização e gerenciamento das APIs

A administração de APIs envolve o gerenciamento eficaz e a padronização das mesmas. Isso inclui a manutenção de um catálogo centralizado de APIs, como destacado por Thoran: “Acho que o primeiro ponto quando a gente fala de governança das APIs é a parte de documentação, mas não no sentido da documentação da API, mas de você ter um catálogo centralizado na sua organização de APIs”.

Além disso, a padronização garante a interoperabilidade dos sistemas, minimizando inconsistências. O gerenciamento de APIs abrange o controle de mudanças e a preparação para eventuais problemas, garantindo a eficácia operacional das APIs em meio à constante evolução tecnológica.

Duplicação de APIs e falta de padronização

A falta de padronização e a duplicação de APIs podem criar um ambiente de TI desorganizado e complexo, dificultando a interação entre as APIs e comprometendo a eficiência do sistema. Isso pode fazer com que sistemas críticos dependam de APIs mal compreendidas ou duplicadas, criando problemas quando elas falham ou são modificadas.

Por isso, é vital manter um catálogo centralizado e atualizado das APIs, que fornece uma visão completa das suas funcionalidades e interações, permitindo a rápida identificação e resolução de problemas.

Etapas para padronizar e gerenciar APIs

Padronização e gerenciamento de APIs envolvem a manutenção de um catálogo atualizado de APIs, entendimento da topologia das APIs, gerenciamento cuidadoso de mudanças organizacionais, preparação para contingências e consideração sobre desacoplamento e grande volume de chamadas. Essas etapas ajudam a garantir que as APIs funcionem de forma eficaz e eficiente.

Homem no computador para representar a Governança de APIs.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

O impacto do desempenho e da escalabilidade da API

O desempenho e a escalabilidade da API são fatores críticos que influenciam diretamente a eficiência e a eficácia dos sistemas de TI. Uma API que performa bem sob intensas demandas e é capaz de escalar adequadamente pode impulsionar a produtividade, otimizar a utilização de recursos e evitar gargalos de desempenho que podem prejudicar os negócios.

Desafios na otimização do desempenho e da escalabilidade da API

Os líderes de TI se deparam com desafios significativos ao otimizar o desempenho e a escalabilidade das APIs. Estes desafios se tornam mais evidentes em situações onde as APIs estão em constante evolução e as equipes que as mantêm mudam constantemente. 

Rodrigues ilustrou bem esta situação: “Porque uma outra coisa que também é muito comum é: ‘ah, tudo bem, eu tenho um catálogo, o time que é responsável pela API XPTO construiu, agora o time não existe mais porque foi reagrupado para fazer outra coisa, foi levado para outro lado’, e aí a API ficou lá e está funcionando (…) até o dia que para de funcionar por alguma razão. Na hora que alguém vai olhar, ninguém sabe o que é.”

Projetando APIs para lidar com cargas de trabalho altas

Para evitar problemas de desempenho e escalabilidade, é crucial projetar APIs para lidar com altas cargas de trabalho desde o início. Isso implica em considerar a capacidade de gerenciamento de carga da API, bem como as estratégias de escalabilidade para lidar com demandas futuras. O desacoplamento é uma estratégia importante nesse sentido, pois permite que componentes interconectados operem independentemente, minimizando o impacto de uma falha em uma parte do sistema sobre as outras.

Banner do material de apoio sobre Governança de APIs.
Gerenciamento e governança de APIs: moldando o futuro das organizações de TI 8

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Ferramentas e práticas recomendadas para monitorar o desempenho da API

A implementação de ferramentas eficazes de monitoramento e a adoção de práticas recomendadas são vitais para garantir o desempenho ideal da API. O monitoramento contínuo do desempenho da API permite identificar rapidamente quaisquer problemas e agir de acordo, minimizando o impacto potencial sobre as operações do sistema.

Monitoramento e análise de API 

Para entender completamente o uso e o desempenho de suas APIs, é crucial monitorar métricas relevantes como o número de chamadas da API, os tempos de resposta, as taxas de erro e o uso da largura de banda. Este processo de análise meticulosa permite a identificação e resolução precoce de quaisquer problemas de API, reduzindo assim o tempo de inatividade e melhorando a experiência do usuário.

Métricas importantes na análise das APIs

A análise meticulosa do uso e desempenho das APIs é uma etapa crucial para a boa gerência de API. Entre as métricas mais importantes, temos:

  • Volume de tráfego: mede o número de solicitações que uma API recebe. Uma alta taxa de tráfego pode ser um sinal de que a API está sendo usada intensivamente e pode requerer escalabilidade adicional.
  • Tempo de resposta: calcula o tempo necessário para que uma API processe uma solicitação e devolva uma resposta. Um tempo de resposta longo pode indicar problemas de desempenho.
  • Taxa de erro: acompanha o número de solicitações que resultam em erros. Uma alta taxa de erros pode sugerir problemas com a funcionalidade da API.
  • Utilização da capacidade: mede a porcentagem de recursos alocados que uma API está usando. Se a utilização da capacidade estiver próxima de 100%, a API pode não ser capaz de lidar com um aumento no tráfego.

Estas métricas fornecem uma visão granular sobre o desempenho e a confiabilidade da API, permitindo aos líderes de TI identificar quaisquer problemas e tomar medidas corretivas antes que eles afetem o desempenho geral do sistema.

Homem usando tecnologia para representar a Governança de APIs.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

O ciclo de vida das APIs legadas 

A existência de APIs legadas é uma realidade no ecossistema tecnológico, exigindo que as organizações aceitem a dualidade entre o avanço e a manutenção. Nesse contexto, a governança vai além da documentação técnica das APIs, e envolve a criação de um catálogo centralizado em toda a organização. Esse catálogo fornece uma visão clara de todas as funcionalidades existentes e permite mapear a topologia das APIs, identificando as interações e o fluxo geral de dados.

“Se você não tem um catálogo que você está mantendo, que você está atualizando, que tem uma descrição, uma documentação da API. Não só a documentação técnica, né?! ‘O parâmetro de entrada é esse e o resultado de saída é esse’, mas (se não souber) qual é o objetivo e o que faz tudo isso, você rapidamente se perde.” – Thoran Rodrigues

Compreender a topologia das APIs é essencial para evitar armadilhas, como dependências desconhecidas ou falhas em sistemas críticos. Portanto, manter um catálogo atualizado de APIs, entender a topologia, gerenciar mudanças com cuidado e estar preparado para problemas são considerações importantes para garantir o sucesso na gestão de APIs legadas.

A importância vital da documentação na governança de API

A documentação permite mapear a topologia das APIs, identificar interações e fluxos de dados, evitando assim armadilhas e situações indesejadas. Ela desempenha um papel vital na compreensão e gestão eficaz das APIs, sendo um recurso indispensável para a governança adequada desses componentes-chave dos sistemas de TI.

Para criar e manter uma documentação eficaz de APIs, algumas práticas devem ser seguidas. Em primeiro lugar, é necessário manter um catálogo atualizado que inclua não apenas informações técnicas, mas também descrições claras das funcionalidades e objetivos de cada API. Essa documentação deve ser compartilhada e amplamente divulgada, para garantir que todas as equipes tenham acesso a ela e possam contribuir com atualizações e correções quando necessário. 

Além disso, é essencial entender a topologia das APIs, mapeando suas interações e fluxos de dados. Isso pode ajudar a identificar e evitar armadilhas, bem como a planejar soluções alternativas caso ocorram problemas. Por fim, é importante ter planos de contingência em vigor para lidar com situações inesperadas, mesmo com uma documentação abrangente.

Conclusão

É importante lembrar que a gerência de APIs não é uma tarefa única, mas um processo contínuo que deve ser adaptado e aprimorado conforme a organização cresce e muda. A implementação eficaz é uma tarefa que requer tempo, recursos e compromisso, mas os benefícios são inegáveis. A organização que conseguir implementar uma gestão de APIs eficaz estará melhor posicionada para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios do futuro.

“O futuro da TI está na governança das APIs. A capacidade de entender o que está acontecendo, de ter visibilidade de tudo que está acontecendo dentro da sua organização, é fundamental. E isso só é possível com uma boa governança das APIs.” – Thoran Rodrigues


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Erika Rodrigues
Erika Rodrigues
Sou repórter e redatora no Itshow. Já produzi diversas matérias como jovem repórter do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV, onde também fiz parte da equipe de apuração da Agência Record, abastecendo os principais jornais da casa, além do portal R7. Com dedicação e comprometimento, estou sempre em busca de novos desafios e oportunidades de crescimento em carreira.
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