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sábado, junho 15, 2024

Wi-fi

União Europeia defende investimento das Big Techs em banda larga e 5G

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Wi-Fi

O que é Wi-Fi?

A palavra Wi-fi é derivada do conceito “Wireless Fidelity”, em português “Fidelidade Sem Fios”, que representa a tecnologia de redes sem fio. Ela é baseada em frequências de rádio que requerem uma licença para instalação e/ou operação. Os pontos de acesso, também conhecidos como hotspots, são locais onde é possível acessar a internet via Wi-Fi e realizar o compartilhamento de internet com outros dispositivos como smartphones, tablets e computadores. Existem diversos padrões diferentes de Wi-Fi, mas todos eles são compatíveis entre si, possibilitando que dispositivos com diferentes padrões se conectem. É importante ressaltar que Wi-Fi não é apenas o nome dado à tecnologia, sendo uma marca criada pela Wi-Fi Alliance para servir como selo de interoperabilidade.

Breve história do Wi-Fi

Houve uma época, não tão distante, em que computadores e outros tipos de dispositivos só funcionavam por meio de cabos ligados à rede. Tudo mudou quando surgiu o wi-fi, que permitia o acesso à internet em uma rede sem fio. Para você ter uma ideia, a tecnologia mesmo existe há anos, com seu primeiro esboço surgindo durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, havia uma dificuldade entre as empresas de estabelecer um padrão que a tornasse global. O Wi-Fi como conhecemos começou a ser desenvolvido em 1997 pela Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que hoje é conhecida como Wi-Fi Alliance e foi constituída em 1999 por empresas como HPE, Nokia e Zebra Technologies, que se uniram para resolver a situação. A WECA começou suas atividades com foco nas especificações do padrão Wi-Fi IEEE 802.11 que, apesar de contar com características de conexões diferentes, são bem similares em padrões de comunicação com as especificações IEEE 802.3, que é o padrão usado para conexões com fio a redes, também chamado de Ethernet. Com isso, não foi necessário criar um novo protocolo para a comunicação em redes sem fios e outra para redes cabeadas, permitindo montar redes que usam os dois métodos de comunicação. Conforme o tempo foi passando, a tecnologia foi evoluindo e se aprimorando. Em 2009, por exemplo, a Wi-Fi Alliance liberou uma nova versão. O Wi-Fi 4 possuía frequência de 2.4 GHz ou 5 GHz, além de velocidade de banda larga de até 600 megas. Depois, em 2014, surge o Wi-Fi 5,bastante associado à tecnologia dual-band com velocidades de até 6,9 Gb/s. Já o padrão mais recente até então, o Wi-Fi 6 e o Wi-Fi 6E, promete velocidades de 9,6 Gb/s e bandas de 6 GHz, mas ainda não está disponível em todos os países do mundo.

Tipos de implantação de redes sem fio

De modo geral, se você deseja realizar a implantação do Wi-Fi, precisa seguir três passos básicos:

  1. Entender as necessidades de quem utilizará a rede, os possíveis desafios para ter um bom alcance, entre outras características.
  2. Projetar a rede Wi-Fi levando em consideração fatores como local, o uso pretendido da rede e quantos dispositivos serão utilizados.
  3. Por fim, realizar a implementação da rede e verificar se todos os requisitos foram atendidos.

Quanto aos tipos de implantação, existem diferentes modos de montar a rede sem fio, sendo que cada uma delas tem atributos específicos que devem ser analisados para obter o melhor resultado. Abaixo você confere as duas principais.

Implantação centralizada

Esse costuma ser o tipo de implementação mais utilizado, sendo indicado para locais em que os edifícios e as redes ficam próximos uns dos outros. Os controladores são locais e suas instalações são centrais (por isso o nome). Ela permite aliar a tecnologia a rede sem fio, de modo que as atualizações sejam mais simples de realizar.

Implantação convergente

É uma solução que oferece a possibilidade de obter consistência nas redes com e sem fio, realizando a convergência da conectividade em um dispositivo de rede, o switch de acesso, que serve como controlador sem fio e switch ao mesmo tempo.

Quais são os conceitos básicos sobre wireless?

Para compreender a tecnologia Wi-Fi, é importante conhecer alguns conceitos importantes para o seu funcionamento. Abaixo listamos alguns dos principais.

Roteador

Um roteador é um dispositivo que fornece internet, podendo ser por cabo ou Wi-Fi, para outros dispositivos. Ele está ligado a um modem, que é quem recebe o sinal, e distribui informação pela internet a outros dispositivos. Com todos esses aparelhos ligados surge o conceito de LAN, que nada mais é do que uma rede local. Lembrando que, conforme as características do roteador wi-fi, como quantidade de antenas e capacidade de transmissão de dados, ele oferece configurações de rede diferentes. Logo, se a sua internet contratada recebe até 300 GB, por exemplo, o seu roteador precisa ter, também, capacidade de absorver e distribuir essa mesma banda larga.

Wireless Access Point (WAP ou AP)

Assim como o roteador, ele é um dispositivo que recebe o sinal e o disponibiliza para outros dispositivos eletrônicos. Porém, comparado a outros dispositivos, o Access Point conta com uma capacidade de gerenciamento de rede maior e proporciona mais velocidade. Basicamente, ele é uma solução mais profissional para aumentar a cobertura de redes sem fio em empresas, melhorando a experiência de navegação.

Hotspot móvel e Hotspot Wi-Fi portátil

Não são somente roteadores e WAPs que servem como dispositivos para compartilhar a internet. É conhecido como hotspot móvel o hotspot criado pela rede 4G (em breve 5G) do celular.  Já o hotspot portátil é um dispositivo que usa torres de celular com transmissão de banda larga e podem gerar conexão para dispositivos como notebooks, celulares e tablets. Ele funciona como um roteador sem fio e é ideal para quem usa a Internet em localidades diferentes, mas precisa de uma segurança que não é proporcionada por hotspots públicos, por exemplo.

SSID (Service Set Identifier)

O termo SSID é a sigla para Service Set Identifier ou Identificador de Conjunto de Serviços e se refere ao termo técnico usado para o nome de rede. Eles existem para facilitar a identificação da rede Wi-Fi, de modo que o usuário localize a que deseja se conectar. É muito útil para empresas que contam com redes diferentes para setores diferentes ou mesmo para diferenciar a rede aberta aos clientes daquelas privadas de uso interno da empresa.

Vantagens de ter uma rede Wi-Fi para empresas

Ter uma rede Wi-Fi no seu estabelecimento pode ser extremamente vantajoso tanto para o seu negócio como para os clientes. Alguns dos principais benefícios são:

  •   maior segurança, já que é possível instalar aparelhos de monitoramento na rede para trazer mais proteção para dados terceiros;
  •   maior comodidade, uma vez que o cabeamento, além de ser mais caro, pode ser um fator limitante dependendo da distância dos roteadores;
  •   maior facilidade de acesso, seja para funcionários ou clientes que, com poucos cliques, têm acesso à conexão.
  •   atração e fidelização de clientes, uma vez que muitos preferem frequentar locais com Wi-Fi gratuito.

Por que a sua empresa deve implementar o cadastro para usar WiFi

Talvez você já tenha passado pela experiência de se conectar a uma rede wireless gratuita e precisar realizar um cadastro para utilizá-la. Esse processo não serve apenas para controlar o uso, mas também é uma estratégia que pode ajudar o seu negócio. Esse cadastro coleta dados que podem ser usados para fazer campanhas de marketing de diferentes tipos. Além disso, você também pode usá-los para entender melhor quem é o público que frequenta a sua empresa ou estabelecimento. Em alguns casos, o acesso é liberado apenas após o compartilhamento da localização em alguma rede social. Isso é uma prova social, que é um dos gatilhos do marketing que geram credibilidade para as empresas, além de ser uma publicidade gratuita, pois o seu negócio aparecerá para outras pessoas. Porém, é importante ter cuidado com as normas e regulamentações para a coleta e gerenciamento de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que determina regras como deixar claro para o consumidor como os dados serão utilizados, além de ser necessário investir em segurança para proteger os dados que serão coletados.