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segunda-feira, julho 22, 2024
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IA vs Cibersegurança: As Profissões do Futuro

À medida que entramos em uma nova era da tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) emerge não apenas como uma ferramenta de inovação, mas também como um campo de batalha para a cibersegurança.

Cada vez mais os crimes organizados estão utilizando a IA para fazerem fraudes mais precisas e perfeitas.

O dinamismo entre os avanços tecnológicos e as ameaças cibernéticas demanda um novo perfil de profissionais em todos os campos, capazes de navegar neste cenário em constante evolução. Aqui estão quatro profissões na intersecção da IA e da cibersegurança que prevejo terão um crescimento significativo nos próximos anos.

1. Arquiteto Especialistas em Segurança de IA

O crescimento exponencial no uso de sistemas baseados em IA traz consigo uma gama complexa de vulnerabilidades de segurança. Os Arquitetos Especialistas em Segurança de IA desempenharão um papel crucial na proteção desses sistemas contra ataques maliciosos desde o inícios dos projetos usando o conceito de Security by Design, garantindo sua utilização de uma forma segura sem expor dados confidenciais aos modelos de IA. A expertise nesta área será indispensável para organizações que buscam implementar IA de forma responsável e eficaz.

2. Especialistas de Ameaças Cibernéticas com Foco em IA e Cibersegurança

A detecção e a resposta a ameaças cibernéticas estão se tornando cada vez mais automatizadas, graças à IA. Profissionais de ameaças especializadas na integração de IA em suas estratégias de cibersegurança serão essenciais para prever e combater ataques cibernéticos sofisticados. Esta profissão representa a vanguarda da defesa cibernética, combinando habilidades técnicas avançadas com uma compreensão profunda de inteligência artificial.

3. Engenheiros de Defesa contra Adversários de IA

Com adversários utilizando IA para desenvolver ataques mais sofisticados, surge a necessidade de Engenheiros de Defesa contra IA. Esses profissionais se concentrarão no desenvolvimento de sistemas e estratégias para neutralizar ataques automatizados, garantindo a segurança de dados e infraestruturas críticas. Eles atuarão na linha de frente da inovação em cibersegurança, criando e realizando tunings das soluções que evoluem tão rapidamente quanto as ameaças que buscam combater.

4. Especialistas em Ética e Privacidade de IA

A adoção da IA levanta questões significativas de ética e privacidade. Os Especialistas em Ética e Privacidade de IA serão fundamentais para garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos e utilizados de maneira a respeitar os direitos e a dignidade dos usuários ou seja, profissionais que tenha a capacidade de realizar o Privacy by design.

Eles desempenharão um papel vital na construção de confiança entre tecnologia, empresas e sociedade, assegurando que os avanços em IA beneficiem a todos, sem comprometer valores fundamentais assegurado pela Constituição Federal, estando previsto no artigo 5º, inciso X.

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Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Acredito que estas profissões destacam o papel emergente da IA na cibersegurança e o crescente mercado de trabalho para profissionais especializados. À medida que enfrentamos desafios e oportunidades sem precedentes, a combinação de habilidades em IA e cibersegurança não será apenas valiosa, mas essencial.

Este é um momento empolgante para estar na interseção da IA sabemos que nas empresas muitas áreas de inovação estão testando modelos de IA, porém estão chamando os CISO’s para acompanharem estes projetos ou existe a ideia de vamos fazendo e quando chegar no final pedimos para o time de cibersegurança fazer uma rápida análise?

As organizações devem compreender que relegar o time de cibersegurança ao final do processo de desenvolvimento é uma estratégia falha. Quando isso ocorre, o modelo de negócio já foi minuciosamente analisado e o MVP (Produto Mínimo Viável) já foi considerado adequado.

Nesse contexto, a equipe de segurança acaba tendo um papel meramente protocolar, intervindo tardiamente e enfrentando o desafio de identificar riscos em um projeto praticamente concluído.

Tal cenário propicia uma percepção equivocada de que a cibersegurança não contribui positivamente para a evolução da empresa, mas sim que representa um obstáculo ao progresso dos projetos.

Essa dinâmica pode desencadear um ambiente de tensão, onde, assim como no futebol a decisão muitas vezes é substituir o técnico que enfrenta dificuldades, o CISO (Chief Information Security Officer) pode ser visto como um empecilho, sob o argumento de que “complica” demais os processos, instaurando assim um cenário de desafios e desconforto organizacional.

Acredito sinceramente que encarar os profissionais de segurança como aliados das áreas de negócio seja a melhor escolha, pois os profissionais irão se dedicas sabem que são uteis para as inovações das empresas e os projetos já começarão com segurança desde o início gerando menos retrabalho e um menor custo neste shift left.

E aí curtiu? O que você acha que é necessário para que as empresas comecem a encarar a IA e a cibersegurança com a seriedade que o tema exige? Compartilhe suas ideias nos comentários ou entre em contato direto para discutirmos como preparar sua equipe para o futuro.

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Allex Amorim
Allex Amorimhttp://www.allexamorim.com.br/
Mais de 20 anos de experiência em diversos setores, especializando-se em Tecnologia, LGPD e Segurança da Informação. Desenvolveu e executou planos de segurança, gerenciou crises e equipes multidisciplinares, além de atuar como conselheiro consultivo. Escreveu sobre segurança e inovação, utilizou metodologias ágeis e dominou a gestão de equipes em ambientes complexos, destacando-se pela capacidade analítica, liderança, e habilidade em promover a colaboração e adaptabilidade.
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