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sábado, fevereiro 24, 2024

Microservices

Arquitetura de microsserviços: entenda o que é

Você sabia que, à medida que a infraestrutura tecnológica das empresas se torna cada vez mais complexa, a comunicação entre microsserviços assume um papel...

Microservices: O que é e principais benefícios

O que é microservices?

Microservices é uma abordagem de desenvolvimento de software que consiste em entregar pequenos serviços de modo independente e fazer com que eles se comuniquem via APIs. Seu objetivo é permitir que os desenvolvedores trabalhem de modo autônomo em diferentes partes do aplicativo, sem impactar nas outras partes do sistema.

Ao utilizar arquiteturas de microsserviços, é possível escalar e agilizar o desenvolvimento de aplicativos. Além disso, conforme são adicionados ou aprimorados os recursos de aplicativos monolíticos, eles costumam se tornar mais complexos, limitando a implementação de novos recursos. Ao utilizar a arquitetura de microsserviços, esse problema é solucionado.

Para que a arquitetura de microsserviços é usada?

Normalmente, os microsserviços são usados para acelerar o desenvolvimento de aplicativos. Porém, a arquitetura de microsserviços também pode ser usada para serviços. O objetivo é o mesmo: dividir os aplicativos monolíticos em componentes menores, mas as abordagens são diferentes, veja:

  •   Processamento de dados – a arquitetura de microsserviços pode permitir a utilização de serviços de processamento de dados já existentes em nuvem de forma modular, permitindo a adição de recursos e funcionalidades sem que afete outras partes do sistema.
  •   Conteúdo de mídia – com essa abordagem, os recursos de imagem e vídeo podem ser armazenados de forma escalável em um sistema de armazenamento de objetos, garantindo capacidade suficiente para atender a demanda do usuário. Além disso, esses recursos são acessíveis de forma direta tanto na Web quanto em dispositivos móveis, proporcionando uma experiência fluida e rápida para o usuário.
  •   Migração de sites – é possível migrar um site complexo hospedado em uma plataforma monolítica para uma plataforma de microsserviços baseada em nuvem e em contêiner para obter benefícios como aumentar a escalabilidade e flexibilidade do sistema, além de melhorar a segurança e a capacidade de manutenção e atualização.

·   Transações e faturas – a arquitetura de microsserviços permite que o processamento e a ordem dos pagamentos sejam separados como unidades de serviço independentes. Isso significa que o processamento de pagamentos pode ser gerenciado e escalado de forma independente do faturamento. Com isso, o sistema continua funcionando mesmo se algum componente estiver com problemas. Por exemplo: se o faturamento não estiver funcionando corretamente, os pagamentos ainda podem ser aceitos e processados normalmente, evitando interrupções no fluxo de receita.

SOA vs microservices: qual a diferença?

Embora a arquitetura SOA (Service-Oriented Architecture) e os microsserviços sejam duas abordagens de arquitetura de software com objetivos similares, elas são diferentes em alguns aspectos.

Na SOA, os componentes do sistemas são fragmentados em serviços independentes e se comunicam por meio de APIs (interface de programação de aplicativos). Sua comunicação costuma ser baseada em protocolos como XML e SOAP. Ela costuma ser utilizada na integração de sistemas empresariais, além de seus serviços serem maiores e mais complexos, com tendência a depender uns dos outros. Outra característica é que ela costuma ser baseada em serviços web tradicionais.

Já os microsserviços dividem os sistemas monolíticos em serviços menores e autônomos, em que cada um tem sua responsabilidade. Eles se comunicam por meio de protocolos como HTTP e JSON. Eles costumam ser implementados para a construção de aplicativos distribuídos e são menores e mais simples do que os serviços SOA, podendo ser desenvolvidos, testados e escalados de forma independente.

De modo resumido, SOA é uma abordagem mais ampla e complexa que abrange toda a organização, enquanto microservices se concentram na arquitetura de uma única aplicação, projetando serviços menores, com uma comunicação mais simples.

As vantagens dos microservices sobre os softwares monolíticos

Em comparação com a arquitetura monolítica, onde toda a app é acoplada e desenvolvida como um único conjunto de código, os microservices oferecem várias vantagens. Para começar, os microsserviços permitem que os desenvolvedores trabalhem de forma mais eficiente e escalem de acordo com as necessidades empresariais.

A agilidade também é um fator importante, pois cada serviço é independente e pode ser gerenciado de forma autônoma, o que significa que as equipes de desenvolvimento podem trabalhar em paralelo e implementar alterações sem interromper o funcionamento da aplicação.

A manutenção também é mais fácil, pois cada parte do sistema pode ser atualizado ou corrigido sem afetar o funcionamento da aplicação como um todo. Isso permite que as equipes de desenvolvimento entreguem novos recursos e correções de forma mais rápida e eficiente.

Além disso, essa arquitetura também permite uma maior flexibilidade na escolha das tecnologias, pois cada serviço pode ser desenvolvido com a tecnologia mais adequada para a sua funcionalidade específica. Com isso, as equipes de desenvolvimento podem utilizar as tecnologias mais recentes e eficientes para cada serviço.

Outra vantagem é a possibilidade de separação de responsabilidades, onde cada equipe pode se concentrar em um conjunto específico de serviços, o que aumenta a eficiência e o desempenho das equipes.

Por fim, como os microservices estão isolados uns dos outros, caso ocorra a falha em um deles, os demais não serão afetados, ajudando a assegurar a disponibilidade e a recuperação de desastres.

Exemplos de Microservices

Existem exemplos de grandes empresas que já utilizam a arquitetura de microservice para melhorar a experiência de seus usuários. Abaixo separamos alguns casos.

  •   Netflix – a Netflix utilizava uma aplicação monolítica e migrou para a AWS, que conta com arquitetura de centenas de microservices. Cada componente do sistema, como recomendações de conteúdo, gerenciamento de assinaturas e conteúdo, é gerenciado por um microsserviço separado. Se parte da aplicação falhar, o restante permanece funcionando.
  •   Uber – a Uber usa microsserviços para gerenciar sua plataforma de transporte. As funções, como localização de usuários, gerenciamento de corrida e pagamentos, são gerenciadas por microsserviços separados.
  •   Amazon Web Services (AWS) – a própria Amazon Web Services (AWS), assim como outros serviços baseados em cloud (nuvem), usa microservices para escalar seus recursos de forma eficiente.
  •   Amazon – os microsserviços também são vantajosos para e-commerces como a Amazon, que podem gerenciar funções como recomendações de produtos, gerenciamento de estoque e pagamentos em microsserviços separados.

Além dessas, diversas outras empresas já se beneficiam do uso de microservices para a arquitetura de seus sistemas, obtendo benefícios como a possibilidade de cada equipe poder trabalhar de forma autônoma e implementar a melhor ferramenta para seus serviços específicos, com integração e entregas contínuas e possibilidade de implementar funções em finalidades diferentes.