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quinta-feira, junho 20, 2024
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Modus OperandAI: Segurança prática para Inteligência Artificial

A Southern New Hampshire University (SNHU) tem se destacado por sua abordagem focada na experiência do aluno e sua constante busca por inovação. Essa mentalidade resultou na rápida adoção da Inteligência Artificial (IA) para apoiar os alunos de maneiras e em uma escala antes inimagináveis.

Durante a RSA Conference 2024, a equipe de Segurança da Informação da SNHU discutiu os desafios de proteger um cenário de ameaças em evolução, o caminho que seguiram para resolvê-los e as lições aprendidas ao longo do percurso. A moderadora deste painel foi Rori Boyce-Werner, vice-CISO da SNHU, com participação dos palestrantes Shelby Descoteaux, gerente de Operações de Segurança, Elizabeth Hubbard, arquiteta sênior de Segurança da Informação, e Shawn Powers, diretora interina de Política de IA, todos da SNHU.

Segurança em um Cenário de Ameaças de IA em Evolução

O painel destacou como a SNHU enfrentou a complexidade de proteger a IA em um ambiente acadêmico dinâmico. Shelby Descoteaux iniciou a discussão detalhando os primeiros passos da universidade na identificação das ameaças específicas à IA. Ela explicou que a equipe de segurança desenvolveu uma abordagem holística, mapeando todos os sistemas de IA em uso e avaliando suas vulnerabilidades.

Elizabeth Hubbard complementou, enfatizando a importância da arquitetura de segurança da informação. “Criamos uma estrutura que não apenas protege, mas também suporta a evolução contínua da tecnologia de IA,” afirmou. Essa abordagem preventiva é crucial para antecipar ameaças e preparar respostas adequadas.

Shawn Powers trouxe à tona a perspectiva de políticas de IA, ressaltando a necessidade de políticas flexíveis e atualizáveis. “As ameaças mudam rapidamente, e nossas políticas precisam refletir essa dinâmica,” disse Powers. A universidade desenvolveu diretrizes específicas para a IA, garantindo que cada novo desenvolvimento tecnológico seja avaliado sob a lente da segurança.

Lições Aprendidas e o Caminho para o Futuro

O painel também explorou as lições aprendidas ao longo do caminho. Descoteaux mencionou a importância da colaboração entre departamentos. “A segurança da IA não é responsabilidade apenas da equipe de TI; é um esforço conjunto que envolve toda a instituição,” afirmou. Esse espírito colaborativo permitiu à SNHU criar uma cultura de segurança integrada.

Hubbard destacou a necessidade de treinamento contínuo. “A educação em segurança deve ser contínua e abrangente, abrangendo todos os níveis da organização,” explicou. A SNHU implementou programas de treinamento regulares, garantindo que todos os funcionários estejam cientes das melhores práticas de segurança.

Por fim, Powers discutiu a importância da adaptação. “Precisamos estar prontos para ajustar nossas estratégias conforme as tecnologias e as ameaças evoluem,” afirmou. A universidade adotou uma abordagem ágil, revisando e adaptando suas políticas de IA regularmente para se manter à frente das ameaças emergentes.

Futuro da Segurança em IA na Educação

O futuro da segurança em IA na educação promete ser um campo de constante evolução e adaptação. Descoteaux enfatizou que, à medida que novas tecnologias são implementadas, novas ameaças também surgem. “Estamos constantemente revisando e ajustando nossos protocolos de segurança para garantir que estejam à frente das possíveis ameaças,” disse. A abordagem proativa da SNHU serve como modelo para outras instituições que buscam integrar a IA em seus sistemas de maneira segura.

Hubbard abordou a importância de parcerias estratégicas. “Colaboramos com outras universidades e organizações de segurança para compartilhar conhecimentos e práticas recomendadas,” explicou. Essas parcerias permitem que a SNHU se beneficie de uma rede mais ampla de expertise, fortalecendo sua própria segurança em IA.

Shawn Powers concluiu destacando a necessidade de um foco contínuo na ética da IA. “Não se trata apenas de segurança técnica, mas também de garantir que a IA seja utilizada de forma ética e responsável,” afirmou. A SNHU está empenhada em desenvolver diretrizes que não só protejam os dados e sistemas, mas também respeitem a privacidade e os direitos dos indivíduos.

Participar deste painel foi uma experiência enriquecedora, oferecendo uma visão aprofundada dos desafios e soluções na segurança da IA. A Southern New Hampshire University demonstrou que uma abordagem integrada, colaborativa e adaptável é essencial para proteger a inteligência artificial em um ambiente acadêmico.

As lições compartilhadas pelo painel são aplicáveis não apenas a instituições de ensino, mas a qualquer organização que busca integrar a IA de forma segura e eficaz. Como colunista, é inspirador ver como a inovação e a segurança podem andar de mãos dadas, garantindo um futuro tecnológico promissor e seguro.

Esta foi a 39ª matéria da série “Por Dentro da RSAC” e espero que as próximas sejam tão informativas e inspiradoras quanto esta. Fiquem ligados porque estamos chegando ao fim da nossa série. Até a próxima! #JuntosSomosMaisFortes

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Allex Amorim
Allex Amorimhttp://www.allexamorim.com.br/
Mais de 20 anos de experiência em diversos setores, especializando-se em Tecnologia, LGPD e Segurança da Informação. Desenvolveu e executou planos de segurança, gerenciou crises e equipes multidisciplinares, além de atuar como conselheiro consultivo. Escreveu sobre segurança e inovação, utilizou metodologias ágeis e dominou a gestão de equipes em ambientes complexos, destacando-se pela capacidade analítica, liderança, e habilidade em promover a colaboração e adaptabilidade.
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