17.4 C
São Paulo
quinta-feira, junho 20, 2024
InícioCibersegurançaCloud security: 5 coisas que todo líder de TI deve saber sobre...

Cloud security: 5 coisas que todo líder de TI deve saber sobre segurança na nuvem

O que é cloud security?

O conceito de segurança na nuvem é fundamental para a integridade das operações digitais modernas. A cloud security não se trata apenas de proteger sistemas individuais ou dados armazenados em servidores remotos; trata-se de uma abordagem holística que incorpora políticas rigorosas, tecnologias avançadas e práticas comprovadas para garantir a proteção dos dados, aplicativos e infraestrutura em ambientes de nuvem. Este é um esforço proativo, constante e dinâmico que se adapta às ameaças emergentes e garante que os ativos digitais de uma organização sejam tanto acessíveis quanto seguros. 

O uso extensivo da nuvem pelas empresas ampliou o espectro de vulnerabilidades potenciais, tornando a segurança na nuvem mais importante do que nunca. À medida que as organizações migram de infraestruturas locais tradicionais para soluções baseadas na nuvem, elas enfrentam desafios crescentes relacionados ao entendimento e à implementação eficaz das práticas de segurança. No entanto, com a orientação e as ferramentas corretas, como aquelas oferecidas por grandes provedores, como o Google Cloud, as organizações podem não apenas mitigar riscos, mas também prosperar em um ambiente digital seguro. É essencial que as empresas reconheçam a importância da segurança na nuvem e invistam adequadamente em soluções e práticas que defendam seus ativos digitais contra ameaças, tanto internas, quanto externas.

Por que adotar?

A adoção de medidas de segurança na nuvem, ou “cloud security”, não só protege seus dados como traz benefícios significativos para a sua empresa. Além de eliminar a necessidade de hardwares dedicados, resultando em economia, a cloud security centraliza a proteção e agiliza o monitoramento de eventos, facilitando as atualizações de software, e otimizando a implementação de planos de recuperação.  

Ela aumenta a confiabilidade do acesso, proporciona uma visibilidade ampla sobre os recursos da nuvem e permite backups e recuperações automáticas. Além disso, garante conformidade, implementando criptografia avançada para dados em trânsito e em repouso, reduzindo o custo total de propriedade e utilizando tecnologias avançadas, como IA, para detecção e resposta rápida a incidentes de segurança.

ilustração de cadeado digital flutuando nas nuvens, segurança na nuvem
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

A importância do cloud computing

A computação em nuvem emergiu como um catalisador vital para a transformação digital das empresas, oferecendo escalabilidade, eficiência e flexibilidade. Sua capacidade de fornecer acesso instantâneo a recursos de TI, independente da localização ou do dispositivo, permitiu que as organizações se adaptassem rapidamente a mudanças no mercado, como o auge do trabalho remoto devido à pandemia. Em um mundo cada vez mais interconectado e orientado por dados, a nuvem se destaca por minimizar os gastos com infraestrutura física, facilitar a inovação e promover a colaboração em tempo real entre equipes distribuídas geograficamente. 

Por outro lado, embora os benefícios da computação em nuvem sejam inegáveis, a segurança continua sendo uma consideração primordial. Enfatiza-se aqui que a migração para a nuvem exige uma abordagem robusta de cibersegurança. Enquanto muitas empresas aproveitam a comodidade e eficiência da nuvem, elas devem também implementar medidas rigorosas para proteger seus dados e ativos. Isto implica em uma compreensão profunda da arquitetura de segurança, adotando práticas recomendadas e garantindo que as políticas estejam alinhadas com os requisitos regulatórios e empresariais.

Armadilhas mais comuns na segurança em nuvem

Violações de dados

Falhas de segurança podem levar a vazamentos de informações confidenciais. Portanto, a seleção de um provedor que priorize medidas de segurança é essencial.

Perda de dados

É fundamental escolher provedores que possuam backups consistentes para evitar a perda de dados.

Vazamento de informações

URLs públicas podem expor dados se não forem adequadamente protegidos, destacando a importância da criptografia e do acesso limitado.

Sequestro de conta

O uso de credenciais fortes e a mudança regular de senhas são vitais para evitar que cibercriminosos explorem contas.

Ameaças internas

Não são apenas as ameaças externas que são perigosas; erros internos também podem ser prejudiciais. Por isso, treinamento adequado é fundamental.

APIs inseguras

APIs vulneráveis podem comprometer dados e sistemas, sendo alvos de diversos tipos de ataques.

Falta de controle sobre depósitos

Criptografar dados antes de fazer o upload e entender onde eles são armazenados ajuda a minimizar riscos.

Seguranca na era digital 03
Cloud security: 5 coisas que todo líder de TI deve saber sobre segurança na nuvem 6

Ouça agora o Ep. 9 do podcast Itshow no Spotify!

Boas práticas de cloud security

Políticas de segurança

Cada organização deve contar com políticas de segurança personalizadas que reflitam as especificidades e exigências do seu negócio. Essas políticas são fundamentais para estabelecer diretrizes claras sobre como os dados e aplicações na nuvem devem ser protegidos e gerenciados.

Configuração adequada

Uma grande parte das violações de dados na nuvem é causada por erros na configuração. Assim, é vital garantir que todos os serviços em nuvem sejam corretamente configurados. Se houver dúvidas sobre a capacidade da sua empresa de fazer isso corretamente, é prudente procurar a ajuda de especialistas em segurança de ambientes em nuvem.

Criptografia

Esta é uma técnica essencial para a proteção de dados, especialmente quando estão em trânsito. Ao criptografar informações, elas se tornam inacessíveis para aqueles que não possuem a chave de descriptografia adequada. Esta prática assegura que os dados, mesmo se interceptados, não sejam facilmente lidos ou usados por cibercriminosos.

Confidencialidade dos dados

É muito importante garantir que apenas indivíduos autorizados tenham acesso aos dados armazenados na nuvem. Implementar mecanismos de controle de acesso e autenticação robustos são maneiras de assegurar a confidencialidade dos dados.

Integridade dos dados

Para garantir que os dados sejam confiáveis e não adulterados, as organizações devem estabelecer medidas que evitem qualquer modificação, exclusão ou manipulação não autorizada. Utilizar sistemas de hash e selos temporais são exemplos de métodos que podem ajudar a garantir a integridade dos dados.

Disponibilidade de dados

Embora seja fundamental proteger os dados contra acessos indevidos, é igualmente importante garantir que eles estejam disponíveis para os usuários autorizados sempre que necessário. Isso envolve a implementação de soluções de redundância, backups regulares e planos de recuperação de desastres para assegurar a operacionalidade contínua dos sistemas na nuvem.

Soluções de segurança da nuvem

SASE (Secure Access Service Edge) 

Representa uma nova abordagem na arquitetura de segurança, integrando a proteção de redes e aplicações em um serviço unificado nativo da nuvem. Ele proporciona uma plataforma integrada para especialistas em segurança e gestores de riscos navegarem pelo universo da nuvem.

SSE (Security Service Edge) 

Refere-se a um conjunto de ações que promove a união e a sincronização da segurança, sendo um passo vital para alcançar o SASE. Este sistema posiciona a segurança mais próxima dos dados, usuários e aplicações, onde os riscos são mais eminentes, consolidando diferentes medidas de segurança sob um mesmo teto, para abranger todo o espectro de ameaças.

CASB (Cloud Access Security Broker) 

É uma ferramenta que opera como intermediário entre a infraestrutura local de uma empresa e o ambiente do provedor de serviços na nuvem. Seu objetivo é otimizar e fortalecer a segurança das plataformas e serviços entregues aos usuários via nuvem, servindo como um facilitador na integração e consolidação de protocolos de segurança.

CSPM (Cloud Security Posture Management) 

Compreende um arsenal de instrumentos e métodos voltados para detectar e remediar falhas ou desconfigurações entre a organização e seu provedor de nuvem. Este mecanismo é amplamente empregado para supervisionar a conformidade, integrar operações DevOps, reagir a incidentes e avaliar e mapear riscos.

CWPP (Cloud Workload Protection Platform) 

É um sistema de segurança especializado para nuvem, que protege tarefas operacionais em ambientes de nuvem, sejam públicos ou privados. Esta solução disponibiliza uma gama de funcionalidades, incluindo identificação e bloqueio de ameaças, controle de acessos, monitoramento de conformidade, entre outros recursos.

Seguranca na era digital 02
Cloud security: 5 coisas que todo líder de TI deve saber sobre segurança na nuvem 7

Baixe nosso material de apoio e aprofunde ainda mais seu conhecimento sobre cloud security e a cultura da cibersegurança!

Requisitos importantes

Modelo de segurança colaborativa: a escolha de um fornecedor de nuvem de confiança é crucial, porém, é vital que as organizações reconheçam e atuem em suas obrigações. As empresas devem estar cientes de seus deveres ao assegurar a proteção de suas informações. 

Clareza operacional: é vital que as empresas incorporem ferramentas de segurança na nuvem que ampliem a clareza e a governança por toda a infraestrutura da nuvem. Um dos desafios significativos da computação na nuvem é a ausência de clareza total. 

Inteligência artificial e automação: a evolução da tecnologia na nuvem introduziu ameaças mais sofisticadas e potencialmente nocivas. Assim, é fundamental que as estratégias de segurança acompanhem essa evolução, oferecendo detecção e reação ágeis e automatizadas. Com a segurança na nuvem, as empresas podem se beneficiar de ferramentas que utilizam aprendizado de máquina para antecipar, prevenir, detectar e reagir a ameaças. 

Administração de acessos: no contexto da nuvem, a identificação torna-se a nova fronteira de defesa, uma vez que dispositivos, aplicações e perfis de usuários estão dispersos globalmente. Portanto, torna-se crucial monitorar e administrar os direitos e acessos na infraestrutura da nuvem. 

Adesão constante: é essencial para as empresas adotarem ferramentas de gestão na nuvem que entreguem informações pormenorizadas sobre a adesão às normativas em seus sistemas na nuvem. Assim, também estarão em consonância com a LGPD (Legislação Geral de Proteção de Dados). 

Acesso restrito: estabelecer um acesso com privilégios limitados é uma das estratégias de segurança mais eficazes para ambientes na nuvem. Isso assegura que os usuários não possuam permissões exageradas e que informações sensíveis sejam resguardadas e acessadas somente quando autorizado.

Por que as empresas precisam de segurança na nuvem

A computação em nuvem revolucionou a maneira como as empresas operam, proporcionando vantagens notáveis, como escalabilidade, flexibilidade e eficiência operacional. A capacidade de acessar e compartilhar informações em tempo real, independentemente da localização geográfica, oferece oportunidades sem precedentes para otimizar operações e melhorar a experiência do cliente. No entanto, como acontece com qualquer avanço tecnológico, essa conveniência vem acompanhada de vulnerabilidades. A infraestrutura de nuvem, se não for devidamente protegida, pode ser um terreno fértil para criminosos cibernéticos explorarem. 

Os riscos associados à computação em nuvem, como erros de configuração e ameaças de criminosos cibernéticos, podem comprometer ativos digitais vitais e dados sensíveis das empresas. Uma violação de segurança pode resultar não apenas em perdas financeiras diretas, mas também em danos à reputação da empresa, perda de confiança do cliente e potenciais penalidades regulatórias. Portanto, a segurança na nuvem não é apenas uma questão de proteger os dados, mas uma necessidade estratégica para assegurar a integridade operacional, a confiança dos stakeholders e a sustentabilidade a longo prazo de um negócio no ambiente digital moderno.

Quem é o responsável?

A segurança na nuvem opera sob um modelo de responsabilidade compartilhada entre provedores de nuvem e seus clientes. Os detalhes específicos desta divisão de responsabilidade variam dependendo do modelo de serviço escolhido – seja ele Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) ou Software como Serviço (SaaS). Em linhas gerais, os provedores de nuvem, como o Google Cloud, são encarregados de garantir a segurança da infraestrutura subjacente da nuvem, ou seja, hardware, software, redes e instalações que apoiam os serviços em nuvem. Por outro lado, os clientes são responsáveis por proteger os recursos que colocam ou gerenciam na nuvem, incluindo seus dados, identidades de usuário e os controles de acesso relacionados. 

O modelo de “destino compartilhado” do Google Cloud é um exemplo de como essa colaboração pode funcionar na prática. Enquanto o Google Cloud assegura uma base segura e oferece ferramentas avançadas de segurança e configurações recomendadas, é dever dos clientes implementar corretamente essas ferramentas e seguir as práticas recomendadas para garantir a proteção total de seus ativos na plataforma. Portanto, tanto o provedor quanto o cliente têm papéis vitais e complementares na manutenção da segurança robusta na nuvem.

notebook fazendo operações de segurança
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Desafios da segurança de dados da nuvem

Falta de visibilidade

As empresas, muitas vezes, não têm clareza sobre a localização de todos os seus dados e aplicativos, tornando difícil manter um inventário preciso.

Menos controle

Hospedar dados e aplicativos em infraestruturas de terceiros pode resultar em menor controle sobre como os dados são acessados e compartilhados.

Responsabilidade compartilhada

O modelo compartilhado de responsabilidade entre empresas e provedores de nuvem pode criar ambiguidades e potenciais lacunas na segurança, se não for claramente compreendido e implementado.

Cobertura inconsistente

A adoção de ambientes de nuvem híbrida e múltipla pode resultar em diferentes níveis de proteção, dependendo dos provedores escolhidos.

Ameaças crescentes à segurança cibernética

A crescente atratividade dos ambientes de nuvem para criminosos cibernéticos que vêem oportunidades lucrativas, especialmente quando as empresas ainda estão se adaptando às nuances da nuvem.

Requisitos rigorosos de compliance

As empresas precisam atender a normas de proteção de dados e privacidade, que demandam a implementação consistente de políticas de segurança e demonstração de uma governança robusta.

Armazenamento de dados distribuído

Ao armazenar dados em servidores internacionais para ter menos latência, surgem desafios associados à soberania dos dados, que poderiam não existir em um data center local.

A segurança na nuvem no trabalho remoto

A era da transformação digital que vivenciamos provocou uma mudança paradigmática no modelo de segurança adotado pelas empresas. Anteriormente, o conceito de segurança era principalmente focado em proteger o perímetro do local físico da empresa, como o escritório ou o data center. Hoje, com a adoção generalizada da tecnologia de nuvem e o advento do trabalho remoto, essa percepção de segurança mudou drasticamente.

Com aplicações agora hospedadas em ambientes de nuvem e usuários acessando essas aplicações de suas casas ou até mesmo de redes Wi-Fi públicas, o antigo modelo de “fechar o perímetro” já não se aplica mais. Em vez disso, o foco se voltou para garantir a proteção dos dispositivos dos usuários e a segurança das comunicações.

Soluções como as fornecidas pela Akamai são um exemplo de como esse novo paradigma de segurança é abordado. A Akamai oferece mecanismos que permitem monitorar a navegação na internet de um dispositivo e bloquear qualquer comunicação maliciosa. Essa abordagem, fundamentada em uma inteligência de ameaças ou “threat intelligence”, permite que o sistema identifique potenciais ameaças antes mesmo que elas atinjam o usuário.

O conceito de Zero Trust Network Access (ZTNA) também tem sido fundamental nesta evolução do perímetro de segurança.

Por que adotar o Zero Trust

O conceito de Zero Trust, criado por John Kindervag em 2010, fundamenta-se na ideia de que não se deve confiar automaticamente em qualquer entidade, seja ela interna ou externa à rede de uma organização. Ao invés de confiar cegamente, cada requisição ou acesso é tratado com ceticismo e precisa ser verificado, autorizado, inspecionado e protegido. Isso contrasta com abordagens de segurança tradicionais, que muitas vezes confiam em atores internos, enquanto fortalecem as defesas contra ameaças externas. 

Dentro da abordagem Zero Trust, práticas específicas, como a estratégia de governança com privilégios mínimos, são empregadas para assegurar que os usuários tenham apenas o acesso necessário para realizar suas tarefas, evitando super privilégios que possam ser explorados maliciosamente. 

Além disso, destaca-se a prática da microssegmentação, que subdivide a rede em zonas seguras, isolando cargas de trabalho umas das outras e aplicando políticas específicas de proteção para o tráfego entre essas zonas. Esse tipo de segmentação detalhada potencializa a proteção de recursos individuais e limita a capacidade de cibercriminosos se moverem lateralmente pela rede após ganhar acesso.

6 pilares da cloud security

1 – Gerenciamento de acesso e autenticação de estruturas avançadas

Adoção de uma abordagem de gerenciamento de acesso baseada em grupos e funções, ao invés de em indivíduos, facilitando a adaptação às mudanças nos requisitos corporativos. Permissão de acesso estritamente necessário para um grupo ou função desempenhar suas atividades. A amplitude dos privilégios deve estar diretamente relacionada à intensidade dos controles de autenticação. É vital manter práticas robustas de gerenciamento de acesso, como senhas robustas, autenticação de dois fatores e limitações claras de autorização.

2 – Estratégias de segurança de rede baseadas em Zero Trust

Alocação de recursos essenciais e aplicações em áreas segregadas da infraestrutura do provedor de nuvem, como clouds privadas. Utilização de sub-redes para segmentar diferentes cargas de trabalho, com aplicação de políticas de segurança detalhadas. Em ambientes híbridos, é necessário o uso de conexões WAN seguras e a definição de rotas personalizadas para acesso a dispositivos e redes virtuais.

fechadura em um teclado de computador
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

3 – Garantia e atualização de servidores virtuais

As soluções de segurança na nuvem permitem um controle efetivo da postura de segurança, aplicando padrões de governança ao criar servidores virtuais, identificando e corrigindo desvios.

4 – Firewall avançado para aplicações

O uso de um firewall moderno para aplicativos é essencial para monitorar e controlar o tráfego direcionado aos servidores. Este firewall deve adaptar-se dinamicamente às variações de tráfego e estar estrategicamente posicionado perto dos microsserviços.

5 – Proteção de dados superior

Fortalecer a segurança dos dados através da criptografia em todas as fases de transmissão permite partilhas seguras e uma gestão contínua das ameaças. Deve-se manter práticas saudáveis, identificando e corrigindo recursos de armazenamento vulneráveis.

6 – Detecção proativa de ameaças

Provedores especializados em segurança na nuvem enriquecem os registros padrão com dados internos e externos para fornecer um panorama completo das ameaças. Eles também introduzem ferramentas para analisar e responder rapidamente a incidentes. A utilização de IA para identificar anomalias e enviar alertas em tempo real minimiza o tempo entre a detecção e a resolução, permitindo, em alguns casos, correções automáticas.

5 coisas que todo líder de TI deve saber sobre segurança na nuvem

1. Responsabilidade organizacional

Ainda que os provedores de serviços em nuvem tenham seus protocolos de segurança, a responsabilidade final sobre a integridade e segurança dos dados recai sobre a organização usuária. Se os dados de um cliente são violados, a empresa é quem precisa prestar contas, independente de onde esses dados estiverem armazenados. Portanto, a segurança não deve ser negligenciada apenas por se adotar soluções em nuvem. Erros frequentes, como configurações inadequadas e sistemas mal protegidos, muitas vezes são de responsabilidade do usuário, e não do fornecedor. A segurança cibernética deve sempre ser uma prioridade, exigindo equipes bem preparadas e atualizadas.

2. Compromisso dos provedores de nuvem

Grandes empresas, como Amazon, Microsoft e Google têm investido pesado na segurança de suas plataformas em nuvem. Eles não apenas buscam proteger seus próprios sistemas, mas também facilitar a segurança para seus clientes. Ferramentas como o Cloud Security Command Center do Google, por exemplo, ajudam as empresas a identificar vulnerabilidades. Assim, ao enfrentar desafios de segurança, buscar suporte junto ao provedor de nuvem é essencial.

3. Benefícios da segurança em nuvem

Empresas menores que são mais suscetíveis a ataques cibernéticos devido à falta de recursos dedicados à segurança podem encontrar na nuvem uma maneira de reforçar sua proteção. A robustez dos protocolos de segurança dos grandes provedores de nuvem pode, em muitos casos, superar as defesas locais.

4. Implicações do RGPD para a segurança na nuvem

Com a introdução do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados – RGPD, em 2018, a conformidade de proteção de dados tornou-se essencial para empresas que interagem com cidadãos da União Europeia e da área econômica da Europa. Isso implica que ambas as partes, fornecedor e usuário da nuvem, devem alinhar suas práticas de segurança e proteção de dados. Para empresas que utilizam múltiplas soluções de nuvem, isso pode ser um desafio adicional.

5. Desafios da Internet das Coisas (IoT) na Segurança na Nuvem

A crescente adoção de dispositivos IoT trouxe novas vulnerabilidades à segurança. Muitos desses dispositivos não possuem os padrões de segurança necessários, tornando-se pontos de entrada para ameaças. À medida que essas tecnologias se proliferam, enfrentamos um cenário em que as defesas estabelecidas são constantemente desafiadas por novos riscos, exigindo atenção e inovação contínuas em segurança cibernética. 

Estratégias para uma migração segura e eficaz para a computação em nuvem

A transição para a computação em nuvem é uma realidade inevitável e, para muitas organizações, representa uma evolução necessária. No entanto, como Cristina Cestari, CIO na Volkswagen e convidada do podcast Itshow, sabiamente observa, “a cloud é só mais uma tecnologia, e depende muito da maturidade de cada empresa.”  

Para as empresas que possuem sistemas e aplicações legados, a transição pode ser mais desafiadora, já que muitos destes sistemas não foram projetados tendo em mente as especificidades e complexidades da nuvem. Em muitos casos, não é uma questão de simplesmente copiar e colar – “muito legado não é simplesmente um control C e control V” – mas requer uma reescrita substancial para ser eficaz e segura em um ambiente de nuvem. 

Esta transição também levanta questões importantes sobre a composição e formação da equipe. As competências necessárias para gerir sistemas legados on-premises e as soluções em nuvem são, muitas vezes, distintas. “Então, você tem que compor uma equipe que atende o legado, que tem muito conhecimento do passado, de um ambiente on-premises, com uma equipe que entende muito do ambiente novo da cloud”. Integrar estas duas equipes e permitir uma colaboração eficaz entre elas é de extrema importância para uma transição bem-sucedida. 

Além disso, a natureza intrínseca da conexão da nuvem exige uma abordagem cuidadosa e estratégica para a exposição de serviços na internet. Cada decisão sobre quais serviços disponibilizar e como fazê-lo deve ser tomada considerando a segurança e a integridade dos dados. Como Cestari destaca, “você tem que entender qual tipo de serviço você vai expor na internet”, e no caso de uma vulnerabilidade ser explorada, é fundamental garantir que os efeitos colaterais sejam minimizados. 

A migração para a nuvem não é apenas uma questão de adaptar a tecnologia, mas de abordar a cultura, a equipe e a estratégia de segurança de uma organização. É essencial para as empresas reconhecerem estes desafios, garantindo uma transição suave e segura para o futuro da computação.

Assine nossa Newsletter para receber os melhores conteúdos do Itshow direto no seu email.

Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
Postagens recomendadas
Outras postagens