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O que é inovação disruptiva e o que ela faz na sua empresa

O que aconteceria se a maneira como você faz negócios fosse completamente transformada, oferecendo soluções mais eficientes, acessíveis e simples? Essa é a promessa da inovação disruptiva, uma força poderosa que redefine produtos, serviços e tecnologias. 

Embora possa parecer intimidante, ela torna obsoletos os métodos mais complexos e custosos. Imagine as possibilidades: margens de lucro menores no início, mas com um potencial incrível de expansão a longo prazo. Em conversa com Maurício Mazza, diretor de tecnologia da Suzano, o Podcast Itshow explorou essa nova tendência para entender melhor suas vantagens, desvantagens e todos os desafios que ela traz no campo da cibersegurança.

O que é inovação disruptiva?

A inovação disruptiva é um processo que redefine produtos, serviços ou tecnologias com soluções novas, não necessariamente revolucionárias, porém mais eficientes, acessíveis e simples. Essa transformação pode criar novos mercados e modelos de consumo, substituindo métodos mais complexos e custosos. Embora, no início, possa resultar em margens de lucro menores devido ao caráter experimental e ao direcionamento a um mercado menor, a inovação disruptiva tem potencial para aumentar o ganho de mercado a longo prazo ao substituir completamente a tecnologia anterior.

ilustração digital de homem com várias lâmpadas acesas, inovação disruptiva
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

A importância da inovação disruptiva

A inovação disruptiva beneficia empresas e clientes ao proporcionar soluções mais acessíveis e convenientes, expandindo o público atendido com produtos e serviços de baixo custo. Ela agrega valor ao negócio e permite a entrega de soluções digitais escaláveis. Além disso, a inovação disruptiva intensifica o atrativo da marca, fortalece a fidelização de clientes e amplia a competitividade no mercado.

9 exemplos de inovação disruptiva

1 – Inteligência Artificial (IA)

A IA possibilita que os computadores solucionem problemas e pensem de forma semelhante aos humanos, com aplicação em robôs, carros autônomos, assistentes domésticos, chatbots e agentes digitais de viagens.

2 – Impressão 3D

Essa tecnologia, utilizada principalmente nas áreas médica e aeronáutica, permite a criação de objetos tridimensionais a partir de fontes digitais, produzindo objetos camada por camada e facilitando a impressão de tudo o que precisam com menos materiais.

3 – Blockchain

Esta tecnologia, como o Bitcoin e outras criptomoedas, é uma forma disruptiva de trocar moeda em transações econômicas digitais, representando um sistema sem o uso do dinheiro que está transformando o comércio eletrônico.

4 – Smartphones

Substituindo telefones fixos, celulares tradicionais e até computadores, os smartphones ampliaram suas funcionalidades com o uso de novos aplicativos, podendo funcionar como GPS, rádio, televisão, e-reader, câmera, controle remoto, entre outros.

5 – E-commerce

Proporciona acesso a quase todos os produtos via internet, eliminando a necessidade de compras em lojas físicas.

6 – Aplicativos de carona

Estes aplicativos mudaram o setor de transporte, permitindo que os clientes solicitem transporte de pessoas físicas, ao invés de empresas de táxi, favorecendo tanto os consumidores quanto os motoristas, que podem trabalhar de forma independente.

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7 – Sistemas GPS

Substituindo os mapas de papel, os sistemas de GPS podem localizar usuários instantaneamente por satélite e fornecer opções de rotas, facilitando a direção.

8 – Redes de mídia social

Mudaram as interações sociais tradicionais, possibilitando o monitoramento rápido das atividades dos amigos e influenciando tanto as interações pessoais quanto as empresariais.

9 – Streaming

Com o streaming, redes a cabo e programação local não são mais necessárias, os consumidores podem assistir a filmes e séries de televisão em casa, inclusive alguns filmes que ainda estão nos cinemas.

Como a inovação disruptiva revoluciona a sua empresa

A inovação disruptiva representa uma verdadeira revolução no mercado, entregando uma série de benefícios e agregando valor às empresas de diversas maneiras. Confira alguns exemplos de como a inovação disruptiva enriquece os negócios:

Democratização do acesso

Torna produtos e serviços acessíveis a todas as classes sociais e grupos de pessoas, expandindo o mercado.

Conveniência e eficiência

Oferece soluções que trazem conforto, economizam recursos e tempo, o que aumenta a satisfação do cliente e, consequentemente, o valor da marca.

Aumento do crescimento

Seja em escala individual ou coletiva, a inovação disruptiva propicia melhorias que impulsionam a expansão dos negócios.

Novas oportunidades

A emergência de inovação disruptiva resulta na criação de novos postos de trabalho e oportunidades de negócio, abrindo caminho para o crescimento e a diversificação.

Qualidade de vida

Soluções que melhoram a qualidade de vida dos clientes também elevam a percepção de valor da empresa.

Novos públicos

A inovação disruptiva possibilita a criação de novos públicos e mercados, ampliando a base de clientes potenciais.

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Simplificação do uso

Tecnologias que são fáceis de usar atraem mais clientes e aumentam a retenção de clientes.

Preço acessível

Produtos com preços mais baixos devido à inovação disruptiva podem aumentar o volume de vendas e a participação de mercado.

Diferenças entre a inovação disruptiva, inovação incremental e inovação radical

Inovação Incremental 

  • Caracteriza-se por pequenas melhorias ou atualizações em produtos, serviços, processos ou métodos já existentes;
  • Focada na melhoria da eficiência, produtividade, diferenciação competitiva e minimização de riscos;
  • É menos custosa, menos arriscada e menos complexa, sendo assim, mais comum;
  • Exemplos incluem melhorias contínuas em serviços como o Gmail e a introdução de novos sabores pela Coca-Cola.

Inovação Disruptiva 

  • É um processo em que uma tecnologia, produto ou serviço é transformado ou substituído por uma solução diferente e superior;
  • Causa grandes mudanças no comportamento do consumidor e pode tornar a solução anterior obsoleta;
  • Diferentemente do que se pensa, cria soluções mais baratas e acessíveis para um público anteriormente negligenciado pelas empresas tradicionais;
  • Oferece alto índice de ganhos e lucros, criação de novos produtos e possibilidade de liderança de segmento.

Inovação Radical 

  • Inclui transformações drásticas e significativas, explorando outros mercados, ao invés de lutar por uma fatia do mercado existente;
  • Exige um investimento significativo de tempo e recursos;
  • As vantagens incluem a exploração de novas facetas de uma tecnologia, mudança de cenário através do lançamento de novos produtos, captação de um novo público-alvo e reposicionamento da empresa no mercado.

Diferenças principais 

  • A inovação incremental é focada na melhoria de produtos ou serviços já existentes, enquanto a inovação disruptiva transforma ou substitui o existente com algo superior e a inovação radical busca a exploração de novos mercados e significativas transformações;
  • As inovações incrementais são mais comuns, menos arriscadas e menos custosas, enquanto as inovações disruptiva e radical envolvem mais risco, mais investimento e têm o potencial de gerar maior impacto;
  • Enquanto as inovações disruptivas podem levar à obsolescência de soluções anteriores, as inovações incrementais e radicais não costumam causar esse efeito.
ilustração digital de uma inovação disruptiva
Imagem gerada com Inteligência Artificial (IA)

Vantagens das Tecnologias Disruptivas

Benefícios Inovadores

A tecnologia disruptiva proporciona novos benefícios ao consumidor, promovendo mudanças significativas na indústria. A internet, por exemplo, revolucionou a coleta de dados e as pesquisas.

Oportunidades para Startups

Este tipo de tecnologia abre espaço para startups se estabelecerem como líderes no mercado, podendo superar empresas maiores e mais bem estabelecidas.

Espaço para Crescimento de Negócios

As empresas já consolidadas que adotam a cultura da disrupção têm a oportunidade de crescer no seu setor atual ou num novo setor criado por tal tecnologia.

Desvantagens das Tecnologias Disruptivas

Invenções não refinadas

A nova tecnologia, em seus estágios iniciais, pode não estar completamente testada e refinada, o que pode dificultar sua comercialização e provocar desafios para os primeiros usuários.

Problemas Iniciais de Desempenho

Como qualquer inovação, a disruptiva geralmente passa por um período de resolução de problemas. Isso pode tornar sua adoção inicial mais desafiadora.

Aplicações não Comprovadas

Pode levar tempo para que um produto mais disruptivo encontre seu lugar no mercado. As potenciais aplicações da inovação podem não ser comprovadas no início, causando dúvidas entre os usuários sobre a eficácia do produto em substituir seus antecessores.

Os desafios da cibersegurança na era das inovações disruptivas

A inovação disruptiva traz mudanças significativas que permitem que as empresas mantenham a relevância e competitividade em um ambiente de negócios em constante evolução.  Porém, como a inovação inevitavelmente aumenta a quantidade de dados que uma empresa gera e armazena, a cibersegurança se torna ainda mais crucial. Ainda mais quando consideramos o valor estratégico dos dados para a tomada de decisões e a necessidade de cumprir com regulamentos de proteção, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Nesse contexto, a sensação de insegurança e a impressão de estarem expostos é comum, principalmente quando as organizações estão nos estágios iniciais de maturidade da cibersegurança. É crucial lembrar que mesmo as grandes organizações estão ainda na infância dessa maturidade. Portanto, a experiência prática com tecnologias novas e a interação com o ecossistema digital se tornam essenciais. “Você tem algumas organizações que já deram alguns passos a mais, mas ninguém está no estado da arte, ninguém já tem a solução completa. Todos nós estamos fazendo coisas provavelmente nessa área de tecnologia disruptiva, inovadora, fazendo nossa jornada para a cloud, nossas iniciativas de cibersegurança”. (Mauricio Mazza – Diretor de Tecnologia da Suzano)

ilustração digital de inovação disruptiva
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Essa “experimentação” deve ir além do próprio time, se estendendo aos parceiros, startups, universidades e outros elementos do ecossistema digital. Para os profissionais de TI, permanecer atualizado e adaptado às mudanças e tecnologias é fundamental para garantir a segurança e eficiência de suas organizações.  “A outra coisa que é super importante para você se manter atualizado é esse ‘experimentar’. E eu acho que o experimentar tem muito a ver não só com o seu próprio time, o time que participa do seu dia a dia e da sua organização, mas também, com o que a gente chama de ecossistema de inovação, o ecossistema digital, que são os parceiros, que nem a Akamai. São startups, universidades, etc”, continua.

Para isso, devem recorrer a canais de comunicação especializados, como o Itshow. Este tipo de mídia desempenha um papel crucial na divulgação das últimas tendências e desenvolvimentos no campo da cibersegurança. Outras estratégias são a adoção do modelo Zero Trust, a interação com o ecossistema digital e a experimentação de novas tecnologias, em um ambiente de aprendizagem e colaboração.

Conceito de inovação disruptiva no Brasil

No Brasil, a inovação disruptiva tem sido amplamente aceita e adotada, com uma grande parte da população utilizando plataformas inovadoras. Isso sinaliza um futuro promissor para empresas que buscam introduzir uma nova solução disruptiva, com a possibilidade de alcançar um desenvolvimento amplo, aumentar os lucros e até mesmo se tornar um referencial no mercado.

Um exemplo disso é a cultura de inovação implantada na Suzano, que, segundo Maurício, procura desmistificar a experimentação e o erro. “A gente tem que deixar o nosso pessoal experimentar, eu acho que isso é uma coisa importante”, conclui.

Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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