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sexta-feira, junho 21, 2024
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O que é segurança da informação e seus desafios na era digital

Diante da constante evolução digital, aumentam os riscos relacionados à proteção de dados e ao gerenciamento seguro das informações. Os ataques cibernéticos têm como alvo frequente o elo mais fraco no ecossistema de segurança: o ser humano. 

Em 2020, por exemplo, um grupo de funcionários do Twitter foram vítimas de um ataque de phishing, resultando em uma violação significativa na confidencialidade da plataforma. Da mesma forma, houve o caso de uma funcionária responsável pela segurança da informação em um grande banco que também caiu em um ataque semelhante. Esses incidentes ressaltam a importância da conscientização sobre a segurança e a constante necessidade de treinamento.

Ilustração digital de uma fechadura em uma rede de dados
Imagem gerada com Inteligência Artificial (IA)

5 desafios sobre segurança da informação em 2023

1. Crescimento dos Ataques a Blockchain e Criptomoedas

No ano de 2023, a tecnologia blockchain se estabeleceu como uma infraestrutura vital para a Internet. As criptomoedas, que representam uma abordagem descentralizada das redes, estão intrinsecamente ligadas à segurança cibernética e se tornaram alvos frequentes de criminosos.

O atrativo para esses criminosos é a disponibilidade de moedas digitais. À medida que as empresas encontram novas maneiras de usar o blockchain e a criptografia, os invasores também estão cada vez mais interessados em superar suas defesas.

2. A Continuação da Ameaça de Ransomware

O ransomware continuará sendo uma ferramenta poderosa para cibercriminosos, aproveitando o fluxo constante de dados para ameaçar organizações e seus interesses. O volume global de ransomware aumentou significativamente em 2022, destacando a necessidade contínua de proteção contra esse tipo de ataque.

Setores como saúde, serviços financeiros, manufatura e governos são particularmente visados. A frequência desses ataques e os custos associados à contenção das ameaças permanecem em crescimento global.

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O que é segurança da informação e seus desafios na era digital 5

Quer saber mais sobre os desafios da cibersegurança e como evitar riscos para a sua empresa? Ouça o episódio completo aqui!

3. A Escassez de Talentos em Segurança Cibernética

Enfrentando ameaças cada vez mais sofisticadas, as empresas devem assegurar que possuem os recursos e as habilidades adequadas para enfrentar os desafios de segurança cibernética. Investir em ferramentas e tecnologias não é suficiente; é essencial contar com os melhores talentos especializados no campo.

Infelizmente, a demanda por profissionais capacitados não está acompanhando a escalada dos riscos digitais. A cibersegurança depende, em última instância, das pessoas e de suas habilidades, para o bem e para o mal.

4. Importância dos Investimentos em Conscientização sobre Cibersegurança

Frequentemente, a falta de conscientização das equipes sobre as melhores práticas de segurança cibernética abre portas para ataques maliciosos. Portanto, é crucial investir em políticas de conscientização dentro das empresas.

Capacitar os funcionários a identificar links de phishing e esquemas de comprometimento de e-mails comerciais fortalecerá as defesas corporativas onde são mais vulneráveis, dentro das próprias equipes.

5. Ameaças à IoT e a Proliferação de Dispositivos Conectados

Os dispositivos da Internet das Coisas (IoT) representam uma das principais formas de ataque para terceiros mal-intencionados. Esses invasores buscam acessar informações confidenciais de forma discreta, a um custo reduzido e com alta eficiência.

Com o crescimento contínuo da IoT, as ameaças cibernéticas baseadas nessa tecnologia se tornam mais proeminentes e perigosas. A falta de visibilidade sobre a origem dessas violações torna o cenário ainda mais complexo.

Os maiores riscos da segurança da informação nas empresas

Roubo de dados 

Considerando que os dados são peças fundamentais do mundo digital, tanto quando fornecidos pelos usuários quanto pela própria empresa, eles se tornam alvos primordiais para ataques maliciosos.

Quando uma empresa adota operações conectadas aos seus serviços de TI e incorpora tecnologia aos processos internos, a quantidade de informações retidas virtualmente se torna significativa.

Por isso, é comum encontrar inconsistências nessas redes, como tentativas não autorizadas de acesso a recursos internos, comprometimento de contas, clonagem e desvio de dados, entre outras atividades.

Espionagem industrial

A espionagem industrial é uma prática de mercado questionável utilizada para observar e obter vantagens comerciais sobre os concorrentes. Essa atividade tem como objetivo investigar informações sigilosas da empresa, como planos de negócios específicos, estratégias personalizadas de produtos ou fórmulas, que possam ser valiosas para os concorrentes.

Esse risco de cibersegurança pode envolver pessoas insatisfeitas com seu trabalho que repassam informações da empresa para terceiros, ameaças internas provenientes de funcionários recém-contratados com intenções investigativas ou até táticas de engenharia social que enganam funcionários para divulgar dados internos confidenciais.

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O que é segurança da informação e seus desafios na era digital 6

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Hackers de senhas

Esse ataque cibernético é um dos mais comuns e simples, realizado por meio da verificação em um hash criptográfico e do método de tentativa e erro.

A quebra de acesso pode resultar em sérios prejuízos para as organizações, pois uma vez que os criminosos acessam seus sistemas, eles podem roubar dados armazenados e alterar configurações dos servidores, causando danos significativos.

Funcionários não especializados

Esse é um risco de cibersegurança que merece atenção especial, pois geralmente causa danos quase irreversíveis para as empresas.

Com frequência, as corporações negligenciam a instrução dos funcionários sobre segurança da informação, não implementam políticas claras sobre o assunto e não demonstram, na prática, os perigos das ações cotidianas, como clicar em links duvidosos ou perder dispositivos como notebooks, smartphones ou tablets, que podem impactar negativamente nas políticas de segurança da empresa.

Organizações que não priorizam o ensino de práticas básicas de segurança digital ficam expostas a riscos potenciais na segurança da informação.

Softwares vulneráveis

Contar com uma infraestrutura digital atualizada é essencial para evitar riscos à segurança da informação. Quando os softwares estão desatualizados, podem apresentar erros de código e brechas no sistema, o que prejudica a produtividade e aumenta a vulnerabilidade a ataques.

Implementar práticas ágeis de atualização dos sistemas é o primeiro passo para evitar esse tipo de risco.

Ataques de ransomware

Esse é um dos riscos mais preocupantes para a segurança da informação, devido ao potencial de devastação que pode causar às empresas.

Através de um malware, que é um software malicioso criado para causar danos a computadores, servidores, clientes ou redes de computadores, os cibercriminosos podem capturar informações e infectar diversos documentos.

Em seguida, os responsáveis pelo ataque chantageiam a empresa atacada, exigindo dinheiro em troca de uma chave para recuperar o acesso aos seus documentos.

Phishing

Nesse risco de segurança da informação, o agente mal-intencionado se passa por uma pessoa ou entidade com autoridade, enviando e-mails que utilizam a técnica de “phishing” para atrair a atenção das pessoas e distribuir anexos ou links maliciosos capazes de executar ações indevidas nos servidores.

Ataques direcionados

Demonstrando a evolução dos ataques na rede e a importância de se pensar com cautela sobre a cibersegurança, os ataques direcionados envolvem um estudo prévio de uma empresa ou organização para obter seus dados e utilizar essa informação de forma planejada, visando um alvo específico com objetivos claros.

Adware

Esse risco de segurança da informação é relacionado ao desconhecimento dos perigos das redes por parte dos funcionários da empresa. O Adware requer que o usuário clique em um anúncio “infectado” por um malware. A partir desse momento, os anúncios podem redirecionar as pessoas para sites maliciosos, abrir abas adicionais ou alterar a navegação original, sendo um dos riscos mais comuns encontrados na internet.

Dicas para garantir a segurança da informação na sua empresa

A conscientização sobre a segurança da informação é uma batalha constante. Estratégias de sensibilização devem ser reinventadas periodicamente para manter a eficácia. As empresas devem explorar canais variados, desde TVs no local de trabalho até mesmo a porta do banheiro, para divulgar mensagens de segurança.

A incorporação de estratégias de gamificação também tem se mostrado promissora. Incentivar a participação dos funcionários por meio de desafios e recompensas pode aumentar o engajamento e a conscientização sobre as questões de segurança.

Por outro lado, é fundamental manter uma abordagem colaborativa, trabalhando com equipes internas, como marketing, e com parceiros externos para desenvolver e adaptar materiais de conscientização. 

ilustração digital de um hacker invadindo uma rede de segurança
Imagem gerada com Inteligência Artificial (IA)

Brechas na segurança: o que te deixa vulnerável

Apesar da evolução das estratégias e ferramentas de segurança, falhas básicas ainda são recorrentes, muitas vezes resultando em brechas de segurança significativas. Esquecer de aplicar patches de segurança, usar senhas fracas ou reutilizar senhas são exemplos de falhas básicas que podem comprometer a segurança da informação.

Embora seja crucial o uso de senhas fortes, muitas pessoas ainda optam por senhas simples e facilmente decifráveis, como “123456” ou “password”. A autenticação de dois fatores e a utilização de gerenciadores de acesso são estratégias eficazes que podem ser adotadas para combater esse problema.

Além disso, falhas na aplicação de patches de segurança são outra falha comum. Os patches de segurança são atualizações de software projetadas para corrigir instabilidades e melhorar a segurança. No entanto, muitas vezes, eles são ignorados ou adiados, o que pode resultar em um aumento do risco de ataques.

Vulnerabilidade humana

É fundamental que as organizações invistam em conscientização e treinamento contínuos, ferramentas de segurança adequadas e a correção de falhas básicas na segurança para proteger os dados e informações. Os ataques de phishing, em particular, destacam a importância da conscientização do usuário, já que são estratégias que exploram a fragilidade humana. 

Como tal, uma abordagem holística que combina conscientização, treinamento, implementação de ferramentas de segurança e a correção de falhas básicas é necessária para combater eficazmente as ameaças à segurança da informação. “Você tem que pensar em tudo. A inserção de testes de phishing, comunicação nas TVs, no café da empresa, até mesmo no banheiro. Já colocamos informação de segurança no banheiro da empresa. A ideia é usar todos os canais da empresa, criar campanhas, trazer benefícios, bonificações, algum gamification.”(Fernando Malta – CISO na Sinqia) 

Links maliciosos

Com a indústria de segurança cibernética em constante evolução, é crucial manter-se atualizado e equipado com as ferramentas adequadas. Ferramentas como as oferecidas pela Akamai e ExBiz, por exemplo, podem ajudar a impedir os usuários de clicar em links potencialmente maliciosos.

Embora a conscientização do usuário seja crucial, é quase impossível evitar completamente que eles cliquem em links maliciosos. A implementação de ferramentas de segurança e a manutenção de uma equipe de especialistas para monitorar as ameaças emergentes são, portanto, fundamentais, assim como o uso da Inteligência Artificial (IA) a seu favor.

“Quando a gente olha, de maneira geral, a gente está sempre correndo um pouco atrás das coisas, sendo reativo a um ataque, reativo a alguma ameaça que surgiu e nunca proativo. Então pensar em futuro não é simples. Mas temos que colocar algumas coisas na mesa para discutir, como a inteligência artificial, por exemplo”, diz Fernando. 

Pilares da segurança da informação

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Desde a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em 2020, o cenário de segurança da informação passou por grandes mudanças, especialmente no que se refere à importância da criptografia. Com o crescimento de várias empresas focadas em proteção de dados e o surgimento de novas soluções voltadas para a segurança de dados sensíveis, a importância de controles criptográficos robustos se tornou ainda mais evidente.

“Depois de 2020, com a LGPD que entrou em vigor, surgiram várias empresas e soluções disponíveis para que as empresas olhassem dentro dos seus dados sensíveis, pessoais, o que tem nos ambientes, e pudessem implementar algum tipo de controle melhor, fazer anonimização, fazer a criptografia”, afirma Malta.

Em resposta à LGPD e a outros regulamentos semelhantes, as empresas começaram a buscar maneiras melhores de controlar e proteger seus dados. Como resultado, normas de segurança de dados, como PCI para controle de dados de cartão de crédito e ISO 27001 para segurança da informação se tornaram cada vez mais populares. *Isso acaba trazendo e pedindo a necessidade de ter controles criptográficos melhores para a parte de base de dados e servidores”, completa.

Com o avanço da tecnologia e a digitalização de quase todos os aspectos de nossas vidas, o conceito tradicional de perímetro deixou de existir. Dados valiosos agora residem em vários dispositivos e em diferentes ambientes, aumentando a necessidade de proteção em todas as frentes. Os gestores de segurança são agora desafiados a serem proativos, ao invés de reativos, na identificação e na mitigação de potenciais ameaças.

O uso da Inteligência artificial na segurança da informação

À medida que caminhamos para um futuro impulsionado pela IA, torna-se claro que essa tecnologia é inevitável. Garantir a segurança dos dados que alimentam essas inteligências artificiais é agora uma das principais preocupações na área da segurança da informação.

O uso da IA também tem sido explorado pelos cibercriminosos, que utilizam a tecnologia para aprimorar suas táticas de ataque. O desenvolvimento de campanhas de phishing mais sofisticadas e a criação de malwares mais complexos são apenas alguns exemplos de como a IA está sendo usada no cenário atual de crimes cibernéticos.

À medida que os modelos de linguagem grandes (Large Language Models – LLM) se tornam mais avançados, eles abrem uma nova superfície de ataque. Os cibercriminosos podem, por exemplo, injetar comandos na IA para realizar ações ilícitas, uma estratégia de ataque conhecida como Prompt Injection.

“Inteligência artificial é um tema que ninguém esperava que fosse evoluir tão rápido em tão pouco tempo. A gente tem que pensar o que a gente tem que fazer para conseguir ter segurança, pensando que cada vez mais as suas informações, os usuários estão imputando dados ali. Será que está voltando informação para o sensível, informação pessoal, isso está indo para algum lugar, como que a gente pode prever isso daí, evitar um problema maior lá no futuro?”, conclui Malta.

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Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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