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sexta-feira, abril 4, 2025
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ONU avança em parcerias público-privadas para combater fraudes organizadas

Durante a reunião de especialistas da ONU, foi dado continuidade ao desenvolvimento do toolkit para fortalecer parcerias público-privadas (PPPs) no combate à fraude organizada. Luana Tavares e Fabio Diniz, do INCC, destacaram-se ao compartilhar a experiência brasileira, com ênfase em práticas colaborativas para a segurança cibernética.

A luta contra fraudes digitais e crimes cibernéticos se intensificou nas últimas décadas, com criminosos utilizando ferramentas sofisticadas e tecnologias avançadas para explorar vulnerabilidades em sistemas públicos e privados. Para enfrentar esse desafio global, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), promoveu, entre os dias 2 e 4 de abril de 2025, um encontro global de especialistas em Viena, na Áustria, com o objetivo de validar e aprimorar um novo toolkit internacional para combater a fraude organizada, desenvolvido com foco em parcerias público-privadas (PPPs).

O toolkit da ONU: uma abordagem multissetorial no combate à fraude

Como anunciado no primeiro dia do encontro, o toolkit tem como objetivo estruturar diretrizes práticas para fortalecer a colaboração entre governos, empresas e sociedade civil no combate a fraudes. A iniciativa propõe um modelo colaborativo que integra dados, soluções e inovação do setor privado, alinhado com os objetivos estratégicos da ONU para a cibersegurança global. A estrutura do documento segue os princípios dos “4 Ps”: Prevenir, Proteger, Promover e Perseguir. Esses pilares buscam, respectivamente, reduzir riscos, proteger indivíduos e sistemas, promover boas práticas de colaboração e responsabilizar os criminosos por meio de investigações eficazes.

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Imagem gerada por inteligência artificial

Além de discutir os pilares principais, o encontro também tratou da adaptação do conceito tradicional de PPPs, historicamente associado a grandes projetos de infraestrutura, para um modelo mais flexível e voltado para a segurança da informação e o combate à fraude.

Participação brasileira no debate global

Representando o Brasil, Luana Tavares e Fabio Diniz, do Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), tiveram um papel fundamental no primeiro dia do encontro. Eles compartilharam a experiência brasileira de cooperação entre o governo federal e os estados, destacando a criação de uma aliança multissetorial de cibersegurança que tem influenciado diretamente as políticas públicas de segurança digital no Brasil. Essa colaboração foi reconhecida como uma contribuição valiosa para o debate global sobre as melhores práticas no enfrentamento de fraudes organizadas.

A experiência brasileira, especialmente em relação à construção de uma política pública de cibersegurança eficaz, foi um ponto de destaque. Luana Tavares sublinhou a importância de uma abordagem adaptativa que permita que países com diferentes níveis de maturidade digital possam aplicar as práticas sugeridas pelo toolkit. Já Fabio Diniz enfatizou o papel fundamental das PPPs na criação de soluções escaláveis, que podem ser implementadas em diferentes contextos e regiões, garantindo eficácia e sustentabilidade.

Desafios e próximos passos

Um dos principais desafios identificados no encontro foi o desenvolvimento de um modelo que possa ser utilizado por países com diferentes capacidades institucionais e níveis de proteção cibernética. O toolkit está sendo moldado para atender desde economias emergentes até nações com sistemas avançados de segurança cibernética.

As sessões seguintes do encontro exploraram em detalhes cada um dos pilares do toolkit e aprofundaram-se em estudos de caso e nas melhores práticas de implementação das PPPs. Entre os temas discutidos, foram destacados os desafios de adaptação da plataforma, a importância da coleta e análise de dados, além da necessidade de uma abordagem centrada na vítima, focando em grupos mais vulneráveis, como idosos e jovens.

Agora, após o encontro, os especialistas continuarão trabalhando na finalização da versão operacional do toolkit, que incluirá a criação de checklists, mapas de stakeholders e planos de engajamento. A previsão é que o documento final seja publicado e disponibilizado para todos os países no primeiro semestre de 2026.

Perspectivas para o setor de TI

Para os CIOs, CISOs e líderes de TI, o toolkit oferece uma oportunidade concreta para evoluir suas práticas de segurança, alinhando-as com padrões globais. Além disso, o modelo colaborativo proposto no toolkit pode ajudar as empresas a se posicionarem como líderes em ações de segurança digital, não apenas no Brasil, mas também no cenário internacional. Com o aumento constante das ameaças digitais, esse tipo de colaboração estratégica entre setores será fundamental para proteger organizações e indivíduos, além de fortalecer a confiança nas instituições governamentais.

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