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sábado, junho 15, 2024
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Qual é a importância da Lei de Moore e o que ela diz sobre a capacidade de processamento dos nossos computadores

A Lei de Moore, um marco na evolução tecnológica, preconiza a duplicação da capacidade computacional a cada dois anos. Esta previsão tem sido essencial na escalada da tecnologia, com a emergência do computador quântico prometendo revolucionar ainda mais. 

Em paralelo, o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) generativa abre novos horizontes de oportunidades de mercado. Enquanto isso, a implementação do 5G está transformando a conectividade, abrindo portas para inovações no comércio e financeiro, como moedas digitais nacionais e contratos inteligentes, e promovendo experiências de usuário mais integradas e imersivas.

Apesar da tecnologia não parar de evoluir, alguns acreditam que a Lei de Moore não deva mais ser aplicada por parecer ser impossível aumentar ainda mais a capacidade dos computadores. É o que discorda Aydes Marques, CIO e COO do Banco Carrefour e convidado do episódio 24 do podcast Itshow. Marques acredita que a previsão de Moore continuará se cumprindo, pois “a gente continua dobrando a capacidade computacional a cada dois anos.” 

Mas, afinal, o que é a Lei de Moore e para que ela serve?

Lei de Moore
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

O que diz a Lei de Moore

A Lei de Moore, formulada em 1965 por Gordon Moore, cofundador da Intel, define que a densidade de transistores em circuitos integrados dobraria aproximadamente a cada dois anos. 

Esse avanço contínuo das capacidades dos chips tem sido fundamental na transformação da indústria de computadores, permitindo o desenvolvimento de dispositivos mais rápidos e eficientes, com aplicações cada vez mais amplas e diversas.

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Como a Lei de Moore funciona

Em 1965, Gordon Moore, co-fundador da Intel, propôs que a quantidade de componentes em semicondutores dobraria anualmente. Dez anos depois, ele revisou essa estimativa, sugerindo que o dobro ocorreria a cada dois anos. 

Originalmente, Moore focava em transistores em circuitos integrados, mas, com o tempo, o conceito se expandiu para abranger o poder computacional geral. Essa previsão de Moore tem sido um pilar no desenvolvimento de chips, influenciando o avanço da tecnologia de semicondutores.

Impactos da Lei de Moore

A análise da Lei de Moore pode ser feita através da observação da evolução dos transistores desde a década de 1970. Um gráfico que compara as previsões de Moore com a produção real de transistores ilustra claramente a correlação entre teoria e prática. 

Este gráfico evidencia a precisão das previsões de Moore e a progressão da tecnologia de transistores ao longo do tempo:

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O princípio da Lei de Moore orientou as grandes empresas de tecnologia na criação de seus departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), impulsionando inovações em termos de capacidade de processamento, eficiência energética e gerenciamento de calor.

Este avanço tecnológico levou ao desenvolvimento de computadores mais eficientes e poderosos, a miniaturização do hardware, a evolução dos videogames, e a viabilização da computação em nuvem. Além disso, teve um impacto social significativo, democratizando o acesso a dispositivos eletrônicos e estimulando políticas de custo-benefício mais favoráveis ao consumidor.

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Por que dizem que a Lei de Moore acabou

Segundo Carl Anderson da IBM, a Lei de Moore está se tornando obsoleta devido a avanços que reduzem a necessidade de processadores mais poderosos e custos crescentes de pesquisa. 

O aumento do consumo de energia e dissipação de calor dos processadores também contribui para esse declínio. A IBM explorou chips de silício de 7 nanômetros em 2014 e, em 2015, iniciou pesquisas com nanotubos de carbono visando reduzir ainda mais o tamanho dos chips. 

Atualmente, com chips em torno de 5 nanômetros, o foco se volta para novas tecnologias como computação quântica e engenharia neuromórfica, como ilustrado pela supremacia quântica alcançada pelo Google em 2019. As empresas agora buscam alternativas inovadoras como circuitos integrados tridimensionais para avançar no poder de processamento.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou em setembro de 2022 que a Lei de Moore acabou. Ele também especulou que os preços dos semicondutores, que foram afetados pela crise dos chips durante a pandemia de Covid-19, não cairiam. No entanto, o CEO da Intel, Pat Gelsinger, reiterou que “a Lei de Moore está viva e bem”.

Lei de Moore
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Afinal, qual é a importância da Lei de Moore?

A Lei de Moore impulsionou avanços tecnológicos em uma escala nanométrica e promoveu inovações econômicas. Esta previsão abriu caminho para desenvolvimentos revolucionários em várias áreas, incluindo avanços médicos significativos. 

A busca por tecnologias avançadas levou à criação de computadores de extrema rapidez, com capacidades de processamento surpreendentes, rivalizando com a complexidade do cérebro humano em termos de processamento sensorial e motor.

Pesquisadores, como o grupo Los Alamos apoiado pela IBM, têm explorado essas capacidades em simulações, comparando-as à eficiência do cérebro humano em processar informações auditivas e motoras. 

Essas pesquisas não são apenas uma façanha tecnológica, mas também têm implicações significativas para o campo da saúde e da ciência. Os insights obtidos desses estudos podem ser fundamentais para o desenvolvimento de novas terapias e tratamentos, além de incentivar mais pesquisas científicas, demonstrando o imenso valor das aplicações práticas da Lei de Moore em benefício da humanidade.

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Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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