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sábado, junho 15, 2024
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Controles de segurança da informação: nem só de controle de acesso vive a segurança da sua empresa

O que são controles de segurança da informação

Controles de segurança são implementados para prevenir, identificar, combater e atenuar ameaças a indivíduos, bens tangíveis, dados, sistemas de informação e outros recursos vitais. 

Estes mecanismos têm como propósito principal proteger e preservar os ativos de uma organização. Englobam uma variedade de estratégias, desde políticas e diretrizes até procedimentos específicos, técnicas avançadas, operações especializadas e ferramentas projetadas para assegurar essa proteção.

O termo “controle” implica a capacidade de supervisão e gestão de uma determinada situação ou recurso. Ter controle significa possuir domínio ou influência sobre um evento ou circunstância, algo essencial em sistemas de segurança.

O principal objetivo dos controles de segurança é garantir a integridade dos ativos da organização, promover a utilização adequada dos recursos e alinhar-se com os objetivos estratégicos da entidade.

cadeado em uma placa de computador
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

“A chave para uma política de segurança eficaz não é simplesmente bloquear acessos indiscriminadamente, mas sim entender e monitorar o que está acontecendo dentro da empresa. Ao identificar quem tem acesso a quais informações e entender o potencial de dano que cada funcionário poderia causar, você pode ser mais rígido onde necessário e mais flexível onde é seguro ser”, destaca Glauco Sampaio, CISO na Cielo e convidado do 14º episódio do portal Itshow. “Acredito firmemente que o maior benefício que a segurança da informação pode trazer é permitir que a organização se concentre em seu core business e continue a inovar e evoluir. A segurança deve ser um facilitador de negócios, não um obstáculo”, completa. 

Portanto, o controle de segurança integra o plano de segurança global de uma empresa, visando reduzir ameaças, garantir a aderência a leis, regulamentações, acordos e diretrizes internas.

Princípios básicos dos controles de informação

Dissuasão 

Baseia-se no princípio de que o simples risco de ser identificado, capturado e posteriormente punido pode desencorajar indivíduos de realizar atos ilícitos. Isso realça a importância da capacidade da segurança em identificar e reagir a ameaças potenciais.

Obstrução

Este aspecto da segurança visa tornar extremamente desafiador para o intruso acessar ou atacar o recurso que está sendo protegido, a tal ponto que possa reconsiderar a tentativa de acesso não autorizado.

Detecção

Esse princípio destaca a necessidade da segurança em reconhecer e alertar sobre quaisquer esforços de comprometimento. Identificar rapidamente qualquer ameaça potencial pode permitir uma intervenção oportuna, aumentando a eficácia da resposta.

Ação imediata

Enfatiza a importância de possuir procedimentos e recursos prontamente disponíveis para agir contra qualquer ameaça, no tempo mais breve possível, limitando assim os danos ao recurso protegido.

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Restauração

Após uma violação de segurança, é essencial tomar medidas para retornar à normalidade e restaurar os processos e sistemas da organização. Esse princípio aborda as ações necessárias para remediar e restabelecer a ordem depois de enfrentar uma situação de comprometimento.

5 pilares da segurança da informação essenciais para a sua empresa

O exame conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2022, sobre os controles de segurança cibernética nos órgãos públicos federais do Brasil trouxe à tona uma realidade preocupante. Mais da metade dessas entidades tem falhas significativas em seus sistemas, tornando-os vulneráveis a ameaças cibernéticas.

Nesta avaliação, que abrangeu 377 entidades, o TCU focou em vinte estratégias de segurança essenciais, que fazem parte de cinco áreas-chave dos dezoito controles fundamentais de segurança cibernética, conforme definido pelo framework do Center for Internet Security (CIS), versão 8. Estas áreas incluem: 

1. Gerência de dispositivos: autorizados vs. não autorizados

É fundamental gerir eficazmente todos os equipamentos de hardware conectados à rede, garantindo que apenas dispositivos aprovados tenham acesso. Em paralelo, equipamentos não reconhecidos ou sem permissão devem ser identificados rapidamente para evitar seu acesso à rede.

2. Supervisão de software: permitidos vs. proibidos

A rede deve ser estruturada de forma que apenas aplicações permitidas sejam instaladas e ativadas. É igualmente essencial identificar e bloquear qualquer tentativa de instalação ou execução de programas não aprovados.

3. Definição de configurações seguras: de dispositivos móveis até servidores

É importante determinar, colocar em prática e supervisionar meticulosamente as configurações de segurança para todos os dispositivos, desde dispositivos móveis a servidores. Usar uma gestão rigorosa de ajustes e um sistema robusto de controle de alterações é precisol para prevenir potenciais vulnerabilidades e explorações por parte de agentes maliciosos.

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4. Monitoramento e correção de vulnerabilidades

É imprescindível estar sempre atualizado e em alerta sobre novas ameaças. Assim, é possível identificar rapidamente pontos vulneráveis e tomar as medidas necessárias, reduzindo o tempo disponível para potenciais ataques.

5. Proteção contra softwares maliciosos

A estratégia deve envolver um controle rigoroso para evitar a entrada, disseminação e ativação de códigos mal-intencionados em qualquer ponto da organização. A automatização é uma aliada valiosa neste processo, possibilitando atualizações ágeis de proteção, registro eficaz de eventos e ações corretivas tempestivas.

Principais desafios dos Controles de Segurança da Informação

Em relação ao registro de recursos de hardware e software, pilares básicos da cibersegurança, 55,7% das entidades falham em gerir hardware não autorizado e 44,8% não conseguem controlar a execução de software não autorizado em seus sistemas.

No âmbito da administração de vulnerabilidades, 56,2% das entidades não possuem procedimentos eficientes de avaliação e monitoramento de seus ativos, dificultando a identificação e correção de falhas. Além disso, 46,7% não têm uma abordagem proativa para identificar e solucionar vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas por criminosos digitais.

No campo da capacitação, 57,8% das organizações não possuem um programa de treinamento em segurança robusto, essencial para conscientizar os colaboradores sobre riscos e práticas seguras.

Por fim, apesar de 65,8% das entidades terem nomeado um responsável para tratar incidentes de segurança, 47,2% ainda carecem de canais de comunicação claros para o reporte de incidentes e 52,5% não têm mecanismos estabelecidos para receber notificações de ocorrências. 

representação digital de controles de segurança da informação
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Integrando a segurança da informação na era digital

Em um mundo onde a informação é uma moeda valiosa, a segurança não pode ser vista apenas como um componente técnico, mas como um pilar central das operações de negócios. Para as empresas que buscam destaque e confiança em uma era digital, abraçar a segurança desde o início de qualquer iniciativa não é uma opção, mas um requisito.

A natureza adaptável da segurança na era da informação sugere que não existe uma solução “tamanho único”. Cada organização deve, através da introspecção e compreensão de seus processos e riscos, moldar sua abordagem à segurança. Isso não só protege ativos valiosos, mas também empodera a empresa, permitindo inovação e crescimento com confiança.

“Por exemplo, alguém que manipula dados sensíveis do cliente precisa de controles mais rígidos, enquanto um membro da equipe de vendas precisa de mais agilidade. As políticas de segurança devem ser feitas sob medida para o seu negócio e adaptar-se à medida que a empresa muda. O mundo dos negócios é dinâmico e o que serve hoje pode não servir amanhã”, completa Glauco. 

Estar à frente em segurança não é somente reativo – detectando e respondendo a ameaças – mas também proativo, integrando princípios de segurança desde o início de qualquer projeto. Esta abordagem “Shift Left” não só otimiza processos, mas também realça o valor de colaborações interdepartamentais, onde inovação e segurança caminham lado a lado.

Portanto, em um cenário de negócios em rápida evolução, onde a confiança dos clientes é tão essencial quanto a qualidade dos produtos ou serviços, a segurança emerge não apenas como uma barreira de proteção, mas como um selo de excelência. Organizações que internalizam essa filosofia não apenas protegem seu legado, mas também pavimentam o caminho para um futuro promissor e resiliente no universo digital.

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Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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