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Futurecom 2024: Desbloqueando o Futuro com Open Gateway

Este conteúdo é baseado nas discussões e ideias apresentadas durante a palestra “Unlocking The Future with Open Gateway”, realizada na Futurecom 2024, o painel contou com a participação de líderes e especialistas do setor de telecomunicações, incluindo representantes de grandes operadoras como Claro e Vivo, além de autoridades reguladoras e figuras importantes do mercado financeiro, como o Itaú.

O debate destacou a importância do Open Gateway, uma iniciativa liderada pela GSMA, que promete transformar o futuro das telecomunicações ao abrir as capacidades das redes para desenvolvedores através de APIs padronizadas, essa inovação oferece um novo horizonte de oportunidades, permitindo que empresas e desenvolvedores criem soluções avançadas em segurança, eficiência de redes e integração de serviços, acelerando a transformação digital em vários setores da economia.

Com base nas perspectivas e experiências apresentadas pelos painelistas da Futurecom, exploraremos como o Open Gateway está moldando o futuro das telecomunicações e quais são os impactos dessa iniciativa em setores estratégicos como o financeiro, a segurança digital e o comércio eletrônico.

As telecomunicações estão passando por uma revolução. O advento do Open Gateway, uma iniciativa lançada pela GSMA em 2023, está transformando o setor ao permitir que operadoras ofereçam funcionalidades de suas infraestruturas a desenvolvedores, criando oportunidades significativas para inovação, novos serviços e receitas, com a adesão de grandes operadoras globais e apoio de reguladores, o Open Gateway abre um novo caminho para as telecomunicações, possibilitando o acesso padronizado e seguro a APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) que facilitam o desenvolvimento de soluções por terceiros.

Neste artigo, vamos explorar em profundidade o que é o Open Gateway, como ele está impactando o setor de telecomunicações, os benefícios para empresas e consumidores, e as perspectivas futuras dessa iniciativa, através de exemplos práticos e a análise de grandes players do mercado, como Claro, Vivo, Itaú e GSMA, veremos como a colaboração entre operadoras, desenvolvedores e reguladores está desbloqueando um futuro de inovação e conectividade.

O que é o Open Gateway?

O Open Gateway foi concebido como uma plataforma aberta que permite às operadoras de telecomunicações expor suas capacidades de rede a desenvolvedores externos por meio de APIs padronizadas. Essa iniciativa é liderada pela GSMA, uma associação global que representa os interesses das operadoras móveis em todo o mundo, a ideia central é permitir que os desenvolvedores criem novas aplicações e serviços utilizando funcionalidades avançadas das redes de telecomunicações, como autenticação antifraude, verificação de números e localização de dispositivos.

Com a expansão global dessa iniciativa, o Open Gateway tem o potencial de revolucionar a maneira como as empresas interagem com a infraestrutura de telecomunicações, abrindo novas fronteiras para inovações nos setores financeiro, de segurança, comércio eletrônico e muito mais. Empresas como Claro e Vivo já estão implementando APIs que beneficiam setores essenciais, como o bancário, proporcionando uma camada adicional de segurança e eficiência em transações digitais.

A Importância das APIs para Telecomunicações

As APIs desempenham um papel crucial no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas. Elas permitem que diferentes sistemas se comuniquem de forma padronizada e integrada, facilitando a criação de aplicações mais sofisticadas, no caso das telecomunicações, as APIs expostas pelo Open Gateway oferecem acesso a funcionalidades que antes estavam restritas às operadoras, como autenticação antifraude e localização de dispositivos em tempo real.

A grande vantagem dessa padronização é que os desenvolvedores podem acessar essas funcionalidades de maneira uniforme em diferentes operadoras, sem a necessidade de criar soluções específicas para cada rede, isso reduz o tempo e o custo de desenvolvimento, permitindo que as empresas se concentrem em inovações que tragam valor direto aos seus clientes.

APIs de Segurança e Antifraude

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Um exemplo claro do impacto do Open Gateway está nas APIs de segurança e antifraude, como as lançadas pela Claro e Vivo. No Brasil, essas APIs são fundamentais para proteger transações financeiras, que representam uma parcela significativa das atividades digitais do país. APIs como C-Swap (verificação de troca de SIM), Number Verification (verificação de número) e Device Location (localização de dispositivos) permitem que bancos e instituições financeiras verifiquem a autenticidade de usuários e transações, prevenindo fraudes e garantindo a segurança dos clientes.

Como destacado por Leonardo Silva, Head de Big Data e IA da Vivo, “essas APIs não apenas protegem contra fraudes, mas também proporcionam uma experiência mais fluida para os consumidores, permitindo transações mais rápidas e seguras”.

Impactos do Open Gateway no Mercado Brasileiro

No Brasil, o impacto do Open Gateway foi imediato e significativo. O país foi um dos primeiros na América Latina a adotar essa iniciativa, com a Claro, Vivo e TIM sendo pioneiras no lançamento de APIs padronizadas para seus clientes. De acordo com Alejandro Adamowicz, diretor da GSMA, “o Brasil rapidamente embarcou nessa iniciativa e se tornou um exemplo para outros países da região”.

A participação das operadoras brasileiras no desenvolvimento dessas APIs é vista como uma estratégia para potencializar a economia digital do país, o setor financeiro, em particular, é um dos maiores beneficiários dessas inovações, com o uso das APIs do Open Gateway, instituições como o Itaú podem otimizar suas operações, reduzindo o tempo necessário para verificar a autenticidade de transações e minimizando o risco de fraudes.

Um dos maiores exemplos de sucesso na implementação do Open Gateway no Brasil vem do setor bancário, com o Itaú sendo um dos primeiros bancos a adotar e testar essas APIs em suas operações. De acordo com Augusto Nellessen, superintendente de telecomunicações do banco, o uso das APIs tem ajudado a reduzir significativamente a fricção em processos críticos, como a autenticação de clientes e a aprovação de transações de alto valor.

O Itaú já está em produção com duas APIs e testando outras três, incluindo soluções que melhoram a segurança de transações e oferecem uma experiência mais fluida aos clientes. Segundo Nellessen, o futuro das operações bancárias está diretamente ligado à capacidade de integrar tecnologias como o Open Gateway em suas plataformas digitais.

Regulação e Inovação

A adoção de novas tecnologias em larga escala muitas vezes levanta questões sobre regulação e conformidade. No caso do Open Gateway, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está acompanhando de perto a evolução dessa iniciativa no Brasil, com uma abordagem que visa não criar barreiras desnecessárias à inovação.

Artur Coimbra, conselheiro da Anatel, destacou que a agência adota uma política de “intervenção mínima”, buscando não interferir no desenvolvimento dessas soluções, a menos que surjam problemas relacionados à privacidade ou segurança. Até o momento, as APIs desenvolvidas pelas operadoras brasileiras estão em conformidade com os padrões de segurança e anonimização de dados, garantindo que a privacidade dos usuários seja respeitada.

Futuro do Open Gateway

Olhando para o futuro, o Open Gateway tem o potencial de desbloquear uma série de novas oportunidades para as operadoras de telecomunicações e seus clientes. Com o crescimento exponencial das transações digitais e a demanda por soluções de segurança, espera-se que mais APIs sejam desenvolvidas nos próximos anos para atender a essas necessidades.

No Brasil, as operadoras já estão planejando o lançamento de novas APIs que visam otimizar ainda mais a experiência dos consumidores e melhorar a segurança das transações. De acordo com Ageu Dantas, Head de Latin America da Claro, “o futuro do Open Gateway envolve não apenas APIs de segurança, mas também soluções que permitam uma personalização mais profunda da rede, possibilitando que diferentes setores, como o automotivo e o de saúde, utilizem a rede de forma otimizada”.

Inovação com 5G e Open Gateway

Com a chegada do 5G, o Open Gateway ganhará ainda mais relevância. A capacidade de modular a rede de acordo com a necessidade específica de cada serviço será fundamental para a adoção de tecnologias emergentes, como carros autônomos, IoT (Internet das Coisas) e inteligência artificial. A rede pública 5G, combinada com as APIs do Open Gateway, permitirá que as operadoras entreguem serviços personalizados e de alta qualidade, ajustando a latência e a largura de banda de acordo com as demandas do usuário final.

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Produção Itshow – Cobertura Futurecom 2024

O Open Gateway representa uma nova era para as telecomunicações, onde a colaboração entre operadoras, desenvolvedores e clientes desbloqueia um futuro de inovação e conectividade. A padronização e a segurança das APIs permitem que empresas de todos os setores criem soluções que antes eram inimagináveis, potencializando a economia digital e criando novas fontes de receita para as operadoras.

Com o suporte de grandes players globais e a adesão de operadoras brasileiras, o Open Gateway está abrindo novas oportunidades tanto para desenvolvedores quanto para consumidores, que podem esperar uma experiência mais fluida, segura e eficiente em seus serviços digitais. À medida que novas APIs são desenvolvidas e a adoção do Open Gateway cresce, estamos apenas começando a vislumbrar o verdadeiro potencial dessa iniciativa.

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Natália Oliveira
Natália Oliveirahttps://www.itshow.com.br
Jornalista | Analista de SEO | Criadora de Conteúdo
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