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sábado, junho 15, 2024
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O que é Pentest? Uma ferramenta contra intrusão cibernética

Introdução

Em um ambiente onde ameaças cibernéticas são cada vez mais sofisticadas e frequentes, é essencial que as organizações adotem medidas eficazes para proteger suas informações e sistemas. Nesse contexto, especialistas como Rafael Sousa, Hacker Ético, e Vinicius Marino, BDM na Exbiz, destacam a importância do Pentest como uma ferramenta para a cibersegurança da empresa.

Entendendo a importância do Pentest no atual cenário de segurança cibernética

Entender a importância do Pentest no atual cenário de segurança cibernética significa reconhecer que, sem um teste efetivo, empresas e indivíduos tornam-se vulneráveis a ataques cibernéticos que podem resultar em roubo de dados, interrupção de serviços e danos reputacionais.

“O teste de penetração é uma ferramenta extremamente importante e valiosa para as empresas, porque elas previnem o atacante real (…) que poderia entrar na sua empresa e realmente causar o prejuízo de milhões (…) ou bilhões, dependendo da empresa.” – Rafael Sousa, Hacker Ético.

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Quer entender mais sobre o Pentest? Ouça o episódio completo no Spotify! 

O que é e qual a importância de fazer o Pentest?

O Pentest, teste de penetração ou de intrusão, é uma estratégia de avaliação de segurança cibernética que simula ataques a um sistema de computador com o objetivo de identificar falhas que possam ser exploradas por invasores. É um processo crucial para a segurança da empresa, pois permite uma visão antecipada das possíveis brechas de segurança em seus sistemas.

Compreendendo seu papel na proteção de dados corporativos

Os testes de penetração são uma ferramenta crucial para a proteção dos dados corporativos. Esses testes funcionam como uma simulação de ataque aos sistemas de uma empresa com o intuito de identificar e corrigir potenciais vulnerabilidades antes que sejam exploradas por hackers mal-intencionados. 

Ao realizar Pentests, as empresas podem tomar medidas proativas para melhorar sua segurança cibernética e proteger seus dados valiosos. No passado, conforme nos conta Rafael Sousa, a figura do profissional que estudava segurança e falhas não era bem vista. “Antigamente, se tinha uma visão meio ruim (…) do cara que estudava sobre segurança e, principalmente, sobre as vulnerabilidades e como elas funcionavam.” 

Hoje, o cenário mudou, e a importância desses profissionais e dos Pentests é amplamente reconhecida no mundo corporativo. 

Homem de terno, no setor de TI, para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

A transformação do Pentest ao longo dos anos

A evolução do Pentest ao longo dos anos é marcada pela transição da desconfiança inicial para uma valorização significativa desses processos. A ascensão dos hackers éticos e a instituição dos programas de Bug Bounty simbolizam essa transformação.

Da desconfiança à valorização: A ascensão dos hackers éticos e programas de Bug Bounty

Essa mudança de paradigma se deve, em grande parte, à compreensão do papel vital que esses especialistas desempenham na proteção das infraestruturas digitais. Rafael dá a sua visão sobre essa evolução: “E hoje, a gente tem, por exemplo, os hackers éticos que fazem testes de intrusão e etc. E eles são muito bem vistos e muito bem pagos.” 

A valorização desses profissionais reflete a importância crescente que a segurança cibernética conquistou no mundo corporativo, especialmente à medida que as operações digitais continuam a se expandir. 

Homem encapuzado no computador para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

Quais são os tipos de Pentest?


Existem diferentes tipos de Pentest, cada um com sua própria abordagem e finalidade específicas.

1. Pentest de Caixa Preta (Black Box)

Neste tipo de Pentest, o testador de segurança possui um conhecimento mínimo ou nenhum sobre o sistema ou rede que está sendo testado. Essa abordagem simula um cenário realista, onde um atacante externo tenta explorar vulnerabilidades sem ter informações privilegiadas. O objetivo é descobrir as falhas que podem ser exploradas por um invasor real.

2. Pentest de Caixa Branca (White Box)

No Pentest da Caixa Branca, o testador de segurança possui total conhecimento sobre o sistema ou rede que está sendo testado. Ele tem acesso completo às informações e detalhes de arquitetura, códigos-fonte e configurações do sistema. Essa abordagem permite uma avaliação mais profunda e minuciosa das vulnerabilidades, com foco específico em áreas críticas.

3. Pentest de Caixa Cinza (Gray Box)

O Pentest de Caixa Cinza é uma combinação dos dois tipos anteriores. Nessa abordagem, o testador de segurança possui um conhecimento parcial do sistema ou rede que está sendo testado. Ele tem acesso limitado a informações privilegiadas, simulando um cenário onde um atacante interno ou alguém com algum nível de acesso à rede busca explorar as falhas existentes.

Cada tipo de Pentest tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha do tipo mais adequado depende das necessidades e do contexto da organização. Independentemente do tipo selecionado, o objetivo final é garantir que as vulnerabilidades sejam identificadas e abordadas antes que um invasor mal-intencionado possa explorá-las.

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Para se aprofundar no assunto, convidamos você a baixar nosso material de apoio do podcast!

As consequências de ignorar a realização do Pentest

Ignorar a realização regular dos testes pode resultar em consequências graves para as empresas. A ausência desses testes permite que vulnerabilidades persistam e possam ser exploradas por invasores, levando a ataques cibernéticos bem-sucedidos que podem resultar em perdas significativas, tanto financeiras quanto de reputação.

Os riscos associados à falta de testes  periódicos e o impacto de um ataque cibernético bem-sucedido

Sousa compartilha a experiência de uma empresa que só reconheceu a importância dos Pentests depois de sofrer ataques que causaram perdas na casa de bilhões: “Eles falaram ‘Rafael, a gente tem sofrido ataques na casa de bilhões e a gente não sabe como fazer. Nós contratamos uma empresa agora para fazer Pentests periódicos’ (…) Então, um Pentest é a possibilidade de evitar um ataque bilionário que poderia ocorrer de fato.” 

Esta situação sublinha a importância vital de implementar uma estratégia de segurança cibernética pró-ativa, que inclua testes regulares, para evitar tais cenários de crise.

Diversas pessoas no setor de TI para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

Abordando o desafio da escassez de especialistas em cibersegurança

Um dos grandes desafios no campo da segurança cibernética é a falta de especialistas qualificados para conduzir efetivamente os testes de penetração. 

Segundo uma pesquisa da ISC, intitulada 2022 Cybersecurity Workforce Study,  o Brasil enfrenta uma lacuna de 441 mil profissionais especializados em segurança cibernética. Esta escassez de talentos pode comprometer a qualidade e a eficácia dos pentests, aumentando assim o risco de violações de segurança.

Como a falta de talentos em segurança cibernética afeta o Pentest e estratégias para superar essa lacuna

Para combater a lacuna de talentos, as empresas podem adotar várias estratégias, que podem incluir o investimento em formação e educação contínua para os profissionais, a contratação de consultores externos ou empresas especializadas para realizar Pentests, e a promoção de uma cultura de segurança cibernética em toda a organização.

Homens se cumprimentando para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

Pentest e a prática de DevOps

A prática de DevOps, que busca integrar o desenvolvimento e as operações de TI, tem um papel significativo na forma como os testes são realizados. A natureza colaborativa e contínua de DevOps permite que os testes de segurança, incluindo o Pentest, sejam incorporados ao longo do ciclo de vida do desenvolvimento de software. 

A influência de DevOps na realização de Pentest e a integração dos testes de penetração nos pipelines de CI/CD

DevOps incentiva uma abordagem de “segurança como código”, onde a segurança é incorporada em cada estágio do ciclo de vida de desenvolvimento de software. Isso se estende aos testes de penetração, que são incorporados nos pipelines de CI/CD (Integração Contínua/Entrega Contínua). Nesse contexto, os testes são realizados automaticamente como parte do pipeline de CI/CD, permitindo a detecção e correção de problemas de segurança antes que o software seja implementado. 

Essa integração possibilita que as fragilidades sejam descobertas mais rapidamente, muitas vezes antes que o código seja implementado em ambientes de produção. Isso não só melhora a segurança geral do software, mas também reduz os custos de correção, uma vez que as falhas são corrigidas na fase de desenvolvimento, em vez de após a implementação. 

Homem de terno para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

O Pentest e a conformidade regulatória

As regulamentações de privacidade e segurança, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, exercem uma forte influência na necessidade de realizar testes de penetração. Eles não são apenas boas práticas de segurança, mas também são frequentemente necessários para demonstrar conformidade com esses regulamentos.

Como as regulamentações de privacidade e segurança influenciam a necessidade de Pentest

As regulamentações de privacidade e segurança, como a LGPD do Brasil, estipula que as organizações devem tomar medidas adequadas para proteger os dados pessoais que coletam e processam. Isso geralmente implica a necessidade de realizar testes regularmente para identificar e corrigir quaisquer falhas de segurança que possam permitir o acesso não autorizado aos dados.

Priorizando as vulnerabilidades após um Pentest

Após a realização de um teste de invasão, é muito provável que uma empresa se depare com várias fragilidades em seus sistemas. Lidar com isso é uma tarefa desafiadora, mas é aí que o real valor dos testes de invasão se torna evidente. Eles fornecem uma visão detalhada das falhas existentes, permitindo que as empresas priorizem e corrijam as falhas de segurança de acordo com seu impacto potencial e risco.

Decidindo quais vulnerabilidades tratar primeiro 

O processo de priorização das vulnerabilidades envolve avaliar a gravidade de cada falha, o impacto de uma possível exploração e a dificuldade de correção. As falhas mais críticas que podem ser exploradas facilmente e causar danos significativos devem ser corrigidas primeiro. 

Vinicius Marino, BDM na Exbiz, destaca a importância de descobrir e lidar com as falhas antes que sejam exploradas por agentes maliciosos. Ele observa: “É melhor você descobrir do que alguém malicioso descobrir, né? Então, tem bastante casos onde as empresas vão falar ‘Ah, encontrei uma vulnerabilidade, uma aplicação web que está exposta’. Encontrou uma vulnerabilidade para vir colocar um AFI na frente aqui que vai proteger.”

Em outras palavras, a descoberta proativa e o gerenciamento de fragilidades são fundamentais para a segurança robusta de um sistema.

Homem sentado ao computador para representar o Pentest, estratégia de cibersegurança.
Imagem gerada por Inteligência Artificial.

Testemunho de um especialista: descobrindo uma vulnerabilidade crítica

Os testes de penetração frequentemente revelam vulnerabilidades que, se não fossem descobertas e tratadas, poderiam ter consequências catastróficas. É o que Rafael Sousa exemplifica com um estudo de caso. Este exemplo reforça o valor inestimável de realizar Pentests de maneira consistente e completa.

Um estudo de caso sobre a detecção e resolução de uma falha de segurança significativa

Rafael conta sobre um caso que vivenciou, onde encontrou uma falha crítica em um sistema bancário durante a realização de um Pentest. O impacto potencial dessa falha foi significativo, destacando a importância desses testes. Ele relata: “Eu encontrei uma falha que me permitia entrar em qualquer conta sem saber a agência, nem a conta, nem a senha da pessoa. Então, era uma falha muito grave e, na época, eu expus para eles, né?” 

Este caso sublinha a necessidade crucial de Pentests para identificar e corrigir tais vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas por agentes maliciosos.

Conclusão

Nesse mundo digital em constante evolução, a segurança cibernética tem se mostrado uma preocupação cada vez mais urgente para as organizações, que não podem se dar ao luxo de ignorar. Portanto, a realização de Pentests periódicos e a correção de vulnerabilidades detectadas deve ser uma prática padrão para todas as empresas que desejam se proteger contra ameaças cibernéticas.


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Erika Rodrigues
Erika Rodrigues
Sou repórter e redatora no Itshow. Já produzi diversas matérias como jovem repórter do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV, onde também fiz parte da equipe de apuração da Agência Record, abastecendo os principais jornais da casa, além do portal R7. Com dedicação e comprometimento, estou sempre em busca de novos desafios e oportunidades de crescimento em carreira.
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