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sábado, fevereiro 24, 2024
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MVP: como fazer um produto viável mínimo e gastar menos na hora de lançar um produto

No dinâmico mundo da Tecnologia da Informação, a virtualização e o monitoramento contínuo emergem como elementos transformadores, acelerando os processos de implementação e gestão em empresas de diversos setores. 

Onde implementações tradicionais poderiam levar anos, agora, graças à virtualização, é possível responder a demandas e concluir projetos em questão de meses. Este avanço na eficiência não apenas melhora a alocação de recursos, mas também antecipa e atende picos de demanda, exemplificando a importância do monitoramento e gerenciamento proativos em soluções de TI. 

Além disso, a integração do movimento DevOps na TI tem sido revolucionária, eliminando as barreiras entre desenvolvimento e infraestrutura e aprimorando a eficiência dos projetos. 

Em meio a essas mudanças, surge o conceito de Produto Mínimo Viável (MVP), uma metodologia ágil que está redefinindo a entrega de projetos. Diferente do modelo tradicional “waterfall“, o MVP foca na entrega rápida de um produto funcional básico, que é continuamente aprimorado. 

Esta metodologia não só acelera a entrega de valor ao cliente, mas também é aplicável a uma ampla gama de empresas, independente de serem focadas em TI ou não, destacando sua versatilidade e eficácia no cenário empresarial atual. 

Marcos Gomes, Diretor de TI e Digital da Coca-Cola FEMSA, reforça a eficácia desta abordagem, afirmando: “A experiência que a gente já teve com projetos ágeis acaba saindo melhor. Por quê? Porque você vê uma integração melhor, também tem a parte de metodologias modernas como Scrum. Hoje em dia, a gente já fala de MVP, a gente constrói algo e já entrega. Isso realmente aporta muito mais valor do que esperar anos para fazer algo.” 

Essas palavras de Gomes ressaltam o valor agregado e a eficiência que o MVP e as práticas ágeis trazem para o desenvolvimento de projetos, especialmente em um ambiente onde a agilidade e a inovação são cada vez mais essenciais.

MVP
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

O que é o produto mínimo viável (MVP)

O Produto Mínimo Viável (MVP), conceito originário da filosofia da manufatura enxuta popularizada pela Toyota, é uma abordagem que se concentra na criação de uma versão básica de um produto ou serviço com o menor investimento possível. 

Inspirado na ideia de reduzir desperdícios e acelerar a produção, o MVP envolve o desenvolvimento de características essenciais de um produto para testar sua aceitação no mercado. Por exemplo, na criação de um aplicativo móvel, ao invés de investir extensivamente em engenharia e design, o foco seria desenvolver apenas as funcionalidades essenciais, muitas vezes, com processos manuais.

O MVP é essencialmente uma versão com funcionalidades limitadas, apresentada a um grupo selecionado de usuários para obter feedback e validar os recursos do produto. Este processo permite um aprendizado contínuo e ajustes, tornando-se uma ferramenta vital para startups e empresas que buscam inovar rapidamente no mercado. 

Ao adotar o MVP, as empresas podem evitar o risco de investir muito dinheiro em produtos que podem não ter a recepção desejada, garantindo assim uma abordagem mais eficiente e econômica no desenvolvimento de produtos.

Vantagens do MVP

Economia de tempo e recursos

O MVP foca em reduzir o desperdício de tempo e dinheiro, concentrando esforços nas funcionalidades essenciais do produto.

Centrado no cliente

Construção do produto baseada no feedback direto dos consumidores, garantindo que as necessidades do cliente sejam atendidas efetivamente.

Rapidez no lançamento

O MVP permite um lançamento mais rápido no mercado, possibilitando uma vantagem competitiva e captação progressiva do público.

Identificação de gargalos

Durante a fase de teste, o MVP ajuda a identificar e corrigir problemas, melhorando a qualidade do produto final.

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Validação de hipóteses

Permite testar e validar hipóteses sobre o produto no mercado real, ajustando-o conforme as necessidades e preferências dos consumidores.

Redução de riscos

Feedback obtido através do MVP fornece informações valiosas para aprimorar o produto, diminuindo o risco de rejeição pelo público e prejuízos financeiros.

6 passos para criar um MVP

1. Tenha uma ideia inovadora

A base do MVP é uma ideia criativa que visa resolver problemas ou preencher lacunas do mercado. É importante focar nas necessidades dos clientes, deixando de lado ideias demasiadamente complexas e detalhadas, e se preocupar mais com o mercado-alvo.

2. Definição de hipóteses e valor do produto

O MVP inicia com uma hipótese que precisa ser testada. A equipe deve definir claramente o valor que o produto oferecerá ao cliente, questionando-se sobre os problemas resolvidos, benefícios e razões pelas quais os consumidores escolheriam o produto. Essas questões formam as hipóteses de negócio, que serão validadas através de experimentação prática.

3. Funcionalidades essenciais

Após definir o produto e o público-alvo, é hora de identificar as funcionalidades fundamentais. O objetivo é eliminar os excessos para focar nos aspectos mais básicos do produto, que são importantes para a experiência e avaliação dos usuários.

4. Indicadores de desempenho

Antes de lançar o MVP, é essencial estabelecer métricas específicas para avaliar o sucesso dos testes. Esses indicadores devem refletir a aceitação ou rejeição do produto pelos usuários, variando de acordo com o tipo de produto, serviço ou software oferecido.

5. Ciclo de feedback

Com o MVP pronto, inicia-se o ciclo de construir-medir-aprender. Durante o lançamento, é importante limitar o grupo de testes a usuários qualificados, evitando expandi-lo demasiadamente.

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6. Continuidade dos testes até a versão final

O processo de coleta e análise de feedbacks deve continuar até que o produto ou serviço atinja sua versão final. Durante essa fase, pode ser necessário realizar uma pivotagem – uma mudança significativa na direção do produto – caso os resultados esperados não sejam alcançados.

Tipos de MVP

MVP Concierge

Este modelo envolve o empreendedor realizando manualmente os serviços do MVP, semelhante ao papel de um concierge em um hotel, oferecendo atenção personalizada aos clientes. Não é necessário envolver um programador ou especialista em TI, mas a escalabilidade é limitada devido à necessidade de atenção individualizada a cada cliente. Esse método é ideal para iniciar a validação e faturamento de uma solução de startup sem habilidades de programação.

MVP Funcional

Utiliza tecnologia para automatizar processos, exigindo a presença de um profissional de programação. Começar com um MVP Concierge e, após validar a proposta, automatizar o processo, é a abordagem recomendada. A automatização aumenta a escalabilidade e melhora o produto, embora seja essencial continuar validando suas funcionalidades.

MVP Mágico de Oz

Semelhante ao MVP Concierge, este método é comumente usado no desenvolvimento de softwares. Oferece aos clientes uma interface pronta, permitindo a compreensão da UX/UI da solução, embora as funções automatizadas sejam realizadas manualmente. 

MVP Protótipo

Muito usado no desenvolvimento de produtos físicos complexos como smartphones e automóveis, consiste na criação de um exemplar simplificado do produto para testes com usuários. A interação do usuário com o protótipo fornece insights para moldar o produto final, que muitas vezes difere significativamente do protótipo inicial.

MVP Duplo

Baseia-se na metodologia de teste A/B, onde duas versões similares de um produto ou serviço são testadas simultaneamente. A opção com melhor desempenho é selecionada para continuar o desenvolvimento, permitindo aprimorar um produto mais assertivo e reduzir custos.

MVP
Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA)

Estratégias e cuidados ao desenvolver um Produto Mínimo Viável (MVP)

Ao criar um Produto Mínimo Viável (MVP), ressalta-se a importância de uma série de cuidados essenciais para seu sucesso. Primeiro, a seleção de uma equipe multidisciplinar, composta por especialistas em finanças, marketing e desenvolvimento de produto, é fundamental para abranger diversas perspectivas do MVP. 

A construção de personas e a diferenciação do negócio em relação às soluções existentes no mercado são essenciais para estabelecer a hipótese de valor do produto. Importa lembrar que o MVP deve ser uma solução completa, ainda que simples, como uma tábua de madeira que serve seu propósito, ao invés de uma ponte inacabada.

Durante os testes do MVP, é aconselhável selecionar um grupo limitado de potenciais clientes para coletar feedbacks detalhados e evitar a divulgação prematura da ideia aos concorrentes. A filtragem das sugestões dos usuários deve ser feita com critério, priorizando aquelas que atendem às necessidades de um número maior de clientes e que oferecem potencial de lucratividade. 

Além disso, a definição do tempo de duração dos testes é um equilíbrio delicado. Permanecer muito tempo em fase de teste pode ceder espaço aos concorrentes, enquanto um período curto demais pode não fornecer dados suficientes para uma avaliação precisa. Determinar o tempo ideal para testar as hipóteses essenciais, como um período de três semanas, por exemplo, é importante para validar o MVP e prepará-lo para o lançamento no mercado. 

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Fernanda Martins
Fernanda Martins
Formada em Letras, com pós em mídias sociais, e redatora do portal de notícias Itshow. Já escreveu para vários blogs de cultura pop, produziu conteúdo no Facebook e no Instagram sobre literatura e até escreveu algumas fanfics pela internet. Hoje, se especializa em redação e usa suas habilidades de escrita crítica e literária para trazer mais sensibilidade aos textos e continuar fazendo o que ama.
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